Morador ironiza rua com crateras no São Manoel e cobra prefeitura

Por Marcela Ferreira em 19/08/2021 às 17:53

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O morador do bairro São Manoel, Tadeu Lourencini, usou as redes sociais para reclamar sobre um problema recorrente no bairro: as grandes poças d’água que se formam em crateras no asfalto. A Rua Doutor Pedro de Castro Rocha sofreu a erosão com o passar dos meses, por conta do movimento de caminhões na via.

Em vídeo em que aparece “pescando” em uma das poças, ele diz: “Estou feliz demais, aproveitando que hoje abriu um sol e a prefeitura disponibilizou essa lagoa aqui para a gente”. Na filmagem, ele está diante de uma cratera inundada no asfalto. Em um segundo vídeo, o morador mostra o movimento de caminhões na rua, que tem mais de duas grandes poças.

“Esse descaso perdura desde março deste ano, quando fiz a primeira postagem e cobrança para nossos gestores, CET e ouvidoria”, desabafou Tadeu. “Quando é um problema na orla da praia ou qualquer outra região nobre da cidade, o pronto atendimento da zeladoria e obras da prefeitura é rápido, eficaz, mas quando o problema vem para a classe mais baixa, é um tal de: ‘Deixa… Eles não precisam disso agora’”, completou.

Em carta aberta publicada nas redes sociais, o morador ainda marcou o prefeito Rogério Santos, cobrando providências e um posicionamento. Após a repercussão, o prefeito comentou no post dizendo “Tadeu, obrigado por me avisar, realmente é inadmissível. Até amanhã a equipe técnica estará no local para verificar. Abraços.”

Nesta quarta-feira (18), a prefeitura enviou uma equipe com maquinário para resolver o problema, e novamente o morador fez vídeos nas redes sociais para agradecer pela repercussão. Segundo Tadeu, ele também fez contato com vereadores para pedir a intervenção. “Já temos máquinas aqui para fazer os reparos em caráter provisório, até que seja feita a obra permanente”, contou ao Santa Portal.

“De agora em diante, os moradores dessa rua querem que o tráfego de veículos pesados seja remanejado para a rua de cima, a Rua João Carlos de Azevedo, pois há uma grande movimentação com iminência de acidentes e o alto teor de monóxido de carbono, da fumaça dos caminhões, sem contar a sujeira e o barulho. Queremos nossa qualidade de vida novamente, só isso!”, disse.

Procurada, a Prefeitura de Santos respondeu que a manutenção do asfalto é feira regularmente, e que a CET estuda alternativas para diminuir o impacto do trânsito de caminhões no local.

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