Mãe relata emoção de passar primeiro Natal com filho com prematuridade extrema: "sentimento único"
Por Noelle Neves em 25/12/2021 às 22:12
A recepcionista Marina Siqueira Euflauzino, de 36 anos, viveu um momento único nos últimos dois dias: passou o primeiro Natal ao lado do filho, Rael, considerado pelos pais e pela equipe médica “um milagre de Deus”. As chances de sobrevivência eram mínimas, afinal, pesava apenas 820 gramas, com 27 centímetros.
Foram 90 dias de UTI e mais 14 dias de internação na enfermaria. Durante 104 dias, a preocupação e a incerteza assombraram seus pensamentos. Teve um breve período de melhora, mas na madrugada de 23 de novembro, foi internado novamente na Santa Casa de Santos, onde permaneceu até 8 de dezembro.
Na última sexta-feira (24), Marina se emocionou por perceber que nada mais importava, senão estar ao lado do filho. “Quando deu meia noite, fiz uma oração para agradecer os últimos milagres. Ele foi internado por uma válvula entupida na cabeça e tosse. Deus ajudou a vencer essa”, contou.
Os dois passaram a data sozinhos, pois a mãe está com receio da gripe. “A avó do Rael pegou e tivemos que ficar longe dela. Está muito mal e em recuperação. Como a saúde é frágil, ele não pode nem sonhar em pegar”, disse.
De acordo com Marina, a gestação foi normal, mas no início da 25ª semana, sentiu contrações. Como o colo estava fechado, não tinha sangramento e não havia perda de líquido, foi mandada para casa. “Fui em dois hospitais. No terceiro, já cheguei com o Rael com o pé para fora, em dilatação total. Foi um verdadeiro susto. Sem motivo aparente, ele nasceu. Teve várias intercorrências, sangramento no pulmão, fez diálise peritoneal e teve hemorragia intracraniana grau quatro, que resultou em hidrocefalia”, contou.
Por conta disso, para se desenvolver, ele precisará passar por uma série de terapias, nem todas cobertas pelo plano de saúde ou SUS, mas a família não tem condições de pagar. “Rael exige muitos cuidados, está com uma sonda nasogástrica e faz fonoterapia para aprender a sugar e conseguir mamar. Precisa tomar um suplemento caro para receber mais nutrientes. Além disso, só consegui dois meses de fisioterapia, em sessões de 30 minutos, duas vezes na semana, o que é insuficiente para o caso grave dele. Estamos fazendo de tudo, pois ele precisa de um trabalho diário e intenso, já que há grandes chances de atrofia e deformidades nos membros”, desabafou.
Para ajudar a família, basta fazer doações na vaquinha ou doar pelo PIX CPF 322 214 228 99. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (13) 99124-0880. Marina compartilha a rotina de Rael também pelo Instagram.