Laudos descartam mortes pela bactéria KPC no PS Central de Santos

Por #Santaportal em 22/09/2015 às 15:30

SANTOS – As duas mortes registradas no Pronto-Socorro Central de Santos, no mês de agosto, não foram causadas pelabactéria KPC (Klebisiella pneumoniae carbapenemase). O anúncio foi feito após laudos descartaram a possibilidade, na manhã de terça-feira (22), pelo secretário municipal de saúde Marcos Calvo.

Os exames laboratoriais foram analisados pela comissão de sindicância da Secretaria Municipal de Saúde, que apura denúncia sobre os óbitos na unidade.Osecretário disse que a conclusão preliminar da comissão foi possível após da análise detalhada dos resultados dos exames laboratoriais dos dois pacientes durante o período de internação.

Segundo o secretário, também foram analisados os prontuários dos dois pacientes que, entre outras informações, continham as condutas médicas adotadas, a evolução do estado de saúde e as medicações administradas.

O dois pacientes foram internados na UTI do Pronto-Socorro Central com doenças neurológicas graves, sem prognóstico de reversão. Faleceram em virtude do agravamento de suas condições clínicas.

O secretário explicou que um dos pacientes permaneceu internado por 7 meses e outro, por 52 dias. A análise dos prontuários médicos identificou que eles apresentaram melhora clínica com os antibióticos administrados, o que descartou a possibilidade de morte por causa da bactéria.

No último dia 17, a Comissão de Sindicância foi prorrogada por mais 30 dias para que sejam ouvidos os profissionais envolvidos no atendimento dos pacientes. Isso será determinante para o esclarecimento do fluxo do atendimento realizado. De qualquer forma, o resultado final da primeira etapa da sindicância não será alterado.

Retorno às atividades
A UTI do Pronto-Socorro Central voltou a admitir novos pacientes no dia 4, após a realização de adequações em sua estrutura, que incluiu reparos nas redes elétrica e hidráulica, e pintura. Em nenhum momento o local foi interditado, continuou a funcionar com os pacientes que já se encontravam internados, sem interferência nos tratamentos.

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