Fórum discute benefícios do túnel Santos-Guarujá para a qualidade de vida da população

Por Santa Portal em 18/03/2022 às 18:00

Divulgação
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A melhoria da qualidade de vida da população e os impactos positivos do túnel entre Santos e Guarujá foram pauta do último painel do 1º Fórum Vou de Túnel Mobilidade Urbana, na tarde desta sexta-feira (18). Em uma conversa mais dinâmica mediada pela vereadora e vice-presidente da Uvebs, Audrey Kleys, e pela jornalista Valéria Chagas, os convidados falaram sobre a longa expectativa da população por uma travessia e os impactos do túnel no transporte local.

Participaram do painel o secretário de Transportes de Praia Grande, Leandro Avelino, o fundador e CEO do Complexo Empresarial Andaraguá, André Ursini, o engenheiro Harald Franke e a arquiteta e urbanista Fernanda Meneghello, que comentou sobre o planejamento urbano da Baixada Santista e a viabilidade do projeto:

“Do ponto de vista técnico, o momento é esse. Os municípios têm os planos de mobilidade já colocados, os planos diretores são estruturados. A Baixada sempre foi um exemplo no planejamento urbano, no atendimento às legislações urbanísticas. Do ponto de vista técnico tem como atender a estruturação que dá impacto direto em comunidades locais”.

No ponto de vista legislativo e executivo, prosseguiu Meneghello, há apoio às discussões. “Há anos se discute isso, isso traz um fortalecimento da discussão. Há a tecnologia da engenharia, apoio político e legislativo, de estruturação para a cidade receber esse impacto. Você vê que o território está estruturado para isso”, disse.

Um tópico levantado foi a descrença da população quanto à solução da travessia, já que a discussão se estende há anos. “Eu fiz uma publicação, ‘Vou de Túnel, e você?’, e houveram comentários positivos, mas também aqueles que não acreditam que o túnel vai se concretizar”, comentou a vereadora Audrey Kleys.

“O caminho hoje é muito seguro, muito viável”, comentou Ursini. “As pessoas se deslocam entre as cidades da Baixada precisamos ter as ligações entre as duas margens. É uma ampliação da área territorial do Porto, é expansão, o mínimo que precisamos ter é infraestrutura. Precisamos sair seguros de que estamos fazendo nossa parte”.

Acerca da questão da segurança, Valéria Chagas levantou a questão dos possíveis acidentes. “Num túnel, quando o carro pega fogo, há uma colisão ou engavetamento. Como é feita a dinâmica para administrar os problemas no trânsito no túnel? Qual seria a alternativa?”

O engenheiro Harald Franke explicou: “Existe um controle dentro do túnel, com sensores, ventilação, toda a parte eletromecânica que é possível controlar. Quando um carro pega fogo, existe um controle dentro da sala de controle do túnel que faz com que a ventilação entre em funcionamento, direcionada para um lado. Há também uma passagem para que as pessoas consigam escapar. Esse controle é feito 24 horas por dia. Toda a parte estrutural do túnel fica intacta – no máximo, os painéis de proteção precisam ser substituídos”.

Quanto ao engavetamento, disse Franke, o túnel tem três pistas. Se acontecer alguma coisa essa faixa teria que ser fechada, e deve haver problemas de fila. No entanto, “na entrada do túnel, isso vai ser controlado de forma que evite o engarrafamento dentro do túnel. Se existe o problema lá dentro, faz com que ninguém mais entre ou haja apenas entrada parcial”.

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