Ferroviários devem começar a semana de braços cruzados no Porto de Santos
Por #Santaportal em 28/06/2015 às 09:53
SANTOS – Uma reunião realizada na sexta-feira (26) não trouxe resultados positivos para os operadores portuários. Após mais de duas horas de negociação, a Portofer Transportes Ferroviário, responsável pela carga e descarga de granéis, contêineres e outros produtos de exportação e importação pelo Porto de Santos, não apresentou nova contraproposta, ao sindicato da categoria (Sintraport), para renovação do acordo coletivo de seus 300 empregados.
Com data-base em março, os trabalhadores participarão de assembleia, às 16 horas de domingo (28), na sede do sindicato, para acertar detalhes da greve, por tempo indeterminado, a partir das 7 horas de segunda-feira (29). A greve foi decretada em assembleia na noite de terça-feira (23). Os trabalhadores reivindicam 9% de reajuste salarial, mas a empresa oferece 8,19%.
O presidente do sindicato, Claudiomiro Machado ‘Miro’, saiu insatisfeito da negociação, iniciada às 10h30 e encerrada por volta das 13 horas e afirmou que a empresa, infelizmente, mantém sua tradição de regatear misérias nas campanhas salariais. Dificilmente suas ofertas superam o índice inflacionário, o que vem achatando os salários ao longo dos anos.
Para o sindicalista, a greve é a única solução. Com a paralisação, as demais atividades portuárias terão reflexos negativos. O presidente ressalta que se a Portofer apresentar um documento garantindo os 9%, nem que seja a poucos minutos do começo da assembleia de domingo (28), ou mesmo durante ela, a greve será suspensa.
A assembleia de terça-feira recusou a correção inflacionária de 7,69% mais 0,5% de aumento real. A diferença que separa a greve do acordo, agora, é de apenas 0,81%. A categoria está em estado de greve desde 27 de maio, quando recusou os 7,69% nos salários e benefícios.
Defasagem
O tesoureiro do Sintraport, Albino Calixto de Souza, aposentado do setor ferroviário do porto, declara quehá 11 anos, a empresa concede apenas a reposição inflacionária, deixando os ganhos bem defasados. O presidente do sindicato, Claudiomiro Machado Miro, por sua vez, lembra que a empresa suprimiu as horas extras sem a indenização que deveria ter sido paga imediatamente após a medida.