Família de estudante morto durante lança campanha contra receptação em Santos

Por #Santaportal em 19/02/2016 às 12:15

SANTOS – Por trás de um celular ou uma bicicleta mais barata pode estar um produto roubado. E comprá-lo também pode tornar o cliente um criminoso. A campanha Receptação é Crime foi lançada na prefeitura de Santos na quinta-feira (18), e o idealizador é o pai do estudante Luan Oshiro, de 18 anos, morto em 2015 durante um assalto.

O crime aconteceu no dia 19 de outubro. A vítima saiu de casa para um aniversário. Ele foi vitima de latrocínio quando esperava um ônibus na avenida Francisco Glicério, no Campo Grande. Após a morte precoce, a família do jovem resolveu criar o projeto Luan Vive. E uma das ações foi o lançamento da campanha.

“Nosso projeto nós dividimos em quatro partes: assistencialismo, esporte, cultura e campanha. Entramos com assistencialismo, que deu o ponto pé inicial, e agora temos as campanhas. Na parte da cultura nós estamos arrecadando livros e montando uma biblioteca, provisoriamente no meu comércio. O esporte nós vamos começar no mês que vem, na primeira ou segunda semana, no Rebouças”, explica o pai do jovem Paulo Oshiro.

O irmão da vítima, Noah Oshiro, fez uma declaração emocionada sobre o projeto. “Essa campanha que nós estamos lançando hoje é para conscientizar a população que a receptação é crime, e esse crime é tão grave quanto quem rouba. Por trás de um celular uma bicicleta pode estar a vida de alguém, e nesse caso foi do meu irmão”.

A campanha conta com apoio da prefeitura de Santos. “Nós vamos veicular através da imprensa, elaborar material informativo. Muitas vezes o cidadão de bem não tem dimensão da consequência do seu ato, no sentido de gerar esse prejuízo e tendo no limite a perda da nossa vida”, declarou o chefe do executivo Paulo Alexandre Barbosa.

A Polícia Militar também vai divulgar a ação. “Eu já determinei a nossa área de Comunicação Social que todos os cartazes que foram apresentados aqui na campanha sejam instalados em todas as bases de atendimento ao nosso público, em todos os nossos quartéis e em todos os nossos quadros de aviso”, afirma o comandante do CPI-6 Coronel Ricardo Ferreira.

O crime de receptação pode gerar multa e reclusão de 1 mês a 4 anos de prisão.

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