Expansão da Zona Noroeste faz Liga se preocupar com futuro do Sambódromo
Por Ted Sartori/#Santaportal em 31/10/2019 às 11:45
CARNAVAL – Embora a realização dos desfiles de Carnaval de Santos apresentem estabilidade, em especial depois do advento da Passarela Dráusio da Cruz, na Zona Noroeste, Ditinho Fernandes, presidente da Liga Independente e Cultural das Escolas de Samba de Santos (LICESS), e o mundo do samba da cidade estão preocupados com o futuro do espetáculo no local.
O motivo é a constante perda de espaço nas cercanias, caso das diversas torres com apartamentos erguidas posteriormente e o recente anúncio, ocorrido no fim de agosto, da compra por parte da Prefeitura de um terreno, ao lado da Passarela, para a construção de 1000 unidades habitacionais. Este local, inclusive, era utilizado para as escolas fazerem os últimos ajustes nos carros alegóricos para o desfile – eles vêm semimontados dos barracões.
“O sambista ainda tem um pé atrás porque a proposta era uma e está se transformando em outra. Então a gente tem um grande medo de, vendo como está se transformando a Zona Noroeste, de perder futuramente este espaço”, afirmou, em entrevista ao programa Só Esportes, da Rádio Ômega, de Santos.
Caso isso aconteça, Ditinho revela que a Liga possui um plano B, mas prefere não fornecer detalhes, pois sabe que o processo não seria fácil. “Não posso falar no momento porque a gente está desenvolvendo, mas é um local que pertence à União. Aí vai ter que existir aquela grande vontade política do governo de querer fazer isso virar realidade”, explica.
Falando do presente na Passarela do Samba Dráusio da Cruz, Ditinho julga que a população da Zona Noroeste tem que abraçar o Carnaval por lá para que tudo siga dando certo. Nos últimos dois anos, por exemplo, não houve nenhum atraso, comuns em tempos idos do festa de Momo em Santos. “Temos também que criar ainda meios para a locomoção mais fácil, tanto para chegar quanto para sair, de quem deseja assistir o Carnaval no local. Estamos vendo isso com o Poder Público”, afirma.
Colaborou Anderson Firmino, da Agência Só Esportes