Estivadores do Porto de Santos realizam paralisação de 24 horas
Por #Santaportal em 01/07/2016 às 12:05
SANTOS – Cerca de 4 mil estivadores do Porto de Santos decretaram greve de 24 horas na manhã de hoje (1º). Os trabalhadores se reuniram em um terminal de contêineres para protestar contra a abertura de 60 novas vagas para estivadores nos terminais do Porto de forma fixa.
As empresas estariam atendendo a uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho que permite a contratação de 66% de mão de obra fixa. O sindicato da categoria entrou com um recurso em Brasília para reverter a situação, já que atualmente as empresas devem contratar 50% de cada categoria (fixos e avulsos).
Até 2013, a contratação de estivadores era feita de forma avulsa, mas com a nova Lei dos Portos foi autorizada a contratação de mão de obra fixa pelos terminais privados. Depois de muitos protestos da categoria no porto ficou decidido que as empresas contratariam 50% de fixos e outra metade de avulsos.Os estivadores querem ainda aumento salarial.
Por volta das 12 horas, três navios estavam atracados no Porto de Santos, e apenas um foi prejudicado com a paralisação.
Sobesp comenta paralisação. Veja nota na íntegra
As empresas que compõem a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) estranham e lamentam a greve dos estivadores, por estarem cumprindo decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), numa ação impetrada pelo próprio Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva).
Pela quarta vez consecutiva o Sindestiva teve recurso negado pelo TST. Em despacho nesta quinta-feira, dia 30 de junho, o ministro Emmanoel Pereira, vice-presidente do TST, considerou “manifestamente incabível” a medida cautelar impetrada pelo Sindestiva, indeferindo o pedido e mantendo assim em vigor o Acórdão do Tribunal para que as empresas da Câmara de Contêineres do Sopesp efetuem o percentual de 66,6% de suas operações com estivadores vinculados a partir da data de hoje, 1º. de julho.
As empresas sempre buscaram a negociação. Quem buscou a Justiça foi o Sindestiva. E quem definiu o percentual de 66,6% foi o Acórdão judicial. As empresas respeitam decisões judiciais.