Empreendedor aposta em Bike Food de doces para universitários visando complementar renda
Por Michella Maciel/Colaboradora em 22/04/2018 às 20:40
SANTOS – Já tendência em outros países, a Bike Food parece tomar conta de microempreendedores da Baixada Santista. Há mais de oito anos no ramo de vendas, Renato Galvão, de 44 anos, investe seu esforço agora em uma clientela mais jovem, nas redondezas da Universidade Santa Cecília (Unisanta).
Renato contou em entrevista ao #Santaportal que dedica meio período de sua rotina para buscar rendimentos para casa, onde mora com a esposa Cilene, ex-auxiliar de cirurgia dentária, de quem fala de forma apaixonada, e seus três filhos.
O empreendedor atua como técnico de manutenção em Santos. Ele chega ao trabalho às 7h e só vai embora às 18h30. Ao terminar o expediente, Renato vai para casa, onde toma um banho e se alimenta, enquanto a esposa prepara a bicicleta para mais uma jornada.
Quem vê o empreendedor sozinho, com uma bicicleta cheia de doces em frente a uma universidade, pode pensar que ele é o único responsável pelo negócio. Mas a responsável por tudo é Cilene, segundo o comerciante. “A função de vendedor é minha, mas sem ela, isto não existiria. Ela é meu porto seguro. Tomamos todos os passos juntos, somos parceiros, unha e carne”, declarou.
Segundo Renato, o ‘bico’ de vender trufas começou com a ideia de um amigo e, assim, começou a realizar as vendas entre entes queridos e todos começaram a elogiar as guloseimas. Mas só resolveram inovar com a bike há pouco mais de um mês, pois o transporte possibilita uma melhor aproximação com o público. “A bike é um modo mais prático e barato. Se as vendas fossem realizadas dentro de um carro, tornaria o trabalho mais desafiador, porque as pessoas já tem um receio por não conhecer a procedência do alimento”, explicou.
Renato Galvão contou que teve uma conversa com a esposa sobre o que fariam para deslanchar e assim foram criando o modelo de negócio da bike. “Pensamos: o que podemos fazer? Então colocamos um caixote com florzinha, guarda-sol. E teve uma boa aceitação”.
As mídias sociais também ajudaram a chamar a atenção da clientela. “Postei as fotos no Instagram e logo vieram comentários e pedidos. A rede agrega muito. É onde você se conecta com as pessoas, de maneira instantânea. Não é só visual, é gosto”, contou o empreendedor.
De acordo com Renato, ele costuma vender em ambientes universitários, mas essa é a primeira vez na Unisanta. “Sempre passo por aqui, mas nunca tive a oportunidade de parar. Vamos ver o que acontece. É difícil conquistar o público. É um trabalho de ‘formiguinha’. Demanda paciência”, disse.
Mesmo diante de dificuldades, o empreendedor diz estar aproveitando a experiência. “Estou gostando muito de tudo isso. Você lida com o público, é legal esta troca. A pessoa vem fazer uma comprar e acaba em conversa. É bem dinâmico”.
Ainda que no começo do projeto, Renato afirma ter apenas um objetivo: “A princípio queria que o negócio tivesse um nome, agora quero apenas que prospere. Desejo que quando mentalizarem doces lembrem-se de nós. ‘Recheio e cacau, a trufa como a nossa não é nada igual’”, finalizou o comerciante e técnico de manutenção, deixando seu slogan para os interessados em adquirir os seus doces.
Assim termina o bate-papo. O empreendedor e sonhador Renato sobe na bicicleta e pedala até o bairro Marapé, onde acorda todas as manhãs pensando em um futuro melhor para si e para a família.