Emoção marca missa de sétimo dia de Bruno Covas, em Santos
Por #Santaportal e Folha Press em 22/05/2021 às 20:15
HOMENAGEM – A missa de 7º dia em homenagem ao ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi realizada neste sábado (22) na Igreja São Judas Tadeu, no Marapé, em Santos.
A cerimônia reuniu familiares e amigos de Covas, que faleceu no último domingo (16), aos 41 anos, em decorrência de um câncer. O prefeito foi diagnostificado com um câncer entre o esôfago e o estômago em outubro de 2019 e fazia tratamento deste então.
A missa seguiu as restrições de público e todos os protocolos sanitários estabelecidos pelas autoridades.
Missa na Capital
Mais cedo, na Capital, também foi realizada a missa de sétimo dia de Bruno Covas na Catedral da Sé, no Centro. O ato foi acompanhado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB); o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB); o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB); e o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM).
Também acompanharam o ato familiares de Covas, como o filho Tomás, de 15 anos, e seus pais, Renata Covas Lopes e Pedro Lopes.
Durante a celebração, Ricardo Nunes declarou que a maior lição deixada por Covas foi acreditar na vida até o último momento e prometeu mais uma vez continuidade na gestão da cidade.
“Bruno nos trouxe um exemplo importante de que é sempre importante manter a fé, a esperança, e até o último momento lutou pela vida. Foi uma grande lição, ter fé, acreditar e não reclamar. [Estava] sempre preocupado com a cidade, com as pessoas”, afirmou o prefeito.
Ao falar das metas de campanha, Nunes prometeu entregar 1.000 vagas em hotéis para moradores de rua, e afirmou que as políticas públicas voltadas aos mais pobres e vulneráveis serão prioridade da prefeitura.
Tio de Bruno Covas, o vereador Mario Covas Neto (Podemos) relembrou a trajetória do gestor, afirmando que os seus princípios honram a trajetória política da família.
“Ano passado ele participou de um processo eleitoral difícil e conseguiu ser vitorioso, resgatando o que meu pai desejava lá atrás, sendo o segundo prefeito mais jovem da cidade. Esse legado, o legado que meu pai deixou, legado político importante, que nos dá só orgulho, Burno fez isso com brilhantismo”, disse.
A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e a transmissão foi feita pelas redes sociais da Arquidiocese de São Paulo. “Jovem, ainda, ele realizou muitas coisas boas, com grandes idealismos e tinha muitos ideais a frente. Porém sua vida foi interrompida, mas o que ele realizou até aqui foi considerável e diante de deus tem seu mérito. Estamos pedindo a Deus que olhe por tudo aquilo que Bruno fez em sua vida pessoal, pública e que acolha isso misericordiosamente e conceda a Burno a participação na vida eterna, segundo nossa fé”, falou o cardeal.
O diretório municipal do PSDB organizou missas de sétimo dia em 60 endereços diferentes de igrejas católicas, espalhadas pela capital paulista, como forma de homenagear o tucano.
Enterro
O corpo de Covas foi velado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, e apenas familiares e amigos próximos do gestor participaram da cerimônia também com o intuito de evitar aglomerações na pandemia.
Um cortejo em carro aberto percorreu a região central da cidade após a cerimônia e passou por locais como o Viaduto do Chá e Rua da Consolação, até chegar na região da Avenida Paulista. Bruno Covas foi levado para a cidade natal, Santos, para ser sepultado no cemitério do Paquetá.
Vida política
Neto do ex-governador Mário Covas, Bruno foi de Santos para São Paulo na adolescência. Ele estudou Direito e Economia, focado em seguir com a vida pública assim como sua família, no partido fundado pelo avô, o PSDB.
Ele se tornou prefeito de São Paulo após a renúncia de João Doria, em 2018, e começou seu mandato como prefeito reeleito em 2021.
Bruno chegou a concorrer para o cargo de vice-prefeito de Santos em 2004, mas perdeu a eleição. Desde então, não desistiu, e não perdeu mais. Em 2006, foi eleito para a Assembleia Legislativa (Alesp) de São Paulo, e reeleito em 2010. Depois, pediu licença do mandato de deputado estadual para ocupar a vaga de secretário do Meio Ambiente de São Paulo, apontado por Geraldo Alckmin, também do PSDB.
Em 2014, ele foi eleito deputado federal por São Paulo. Após dois anos, saiu como vice de João Doria à prefeitura da capital paulista.

Foto: Isac Nóbrega/Divulgação PR