Devotos enfrentam a chuva para homenagear Iemanjá em Santos
Por Santa Portal em 23/02/2026 às 16:00
A insistente chuva durante todo o domingo (22) não impediu que centenas de pessoas participassem da 26ª edição da Procissão de Iemanjá, em Santos, no litoral de São Paulo. A Praça Luiz La Scala, na Ponta da Praia, e a faixa de areia em frente, ficaram lotadas por representantes de religiões de matrizes africanas, praticantes e autoridades, celebrando a ‘rainha do mar’, com ritos tradicionais e extensa programação cultural.
“A chuva não deixa de ser uma forma de bênçãos à nossa rainha. E nem mesmo o tempo fechado foi capaz afastar o público, o que mostra o amor das pessoas à Iemanjá”, comentou o babalorixá Marcelo de Ologunédé, coordenador da Casa de Culto Afro-Brasileiro Ilê Asé Sobo Oba Àrirá, parceira da Secretaria de Cultura (Secult) no evento.
Além de apresentações artísticas e religiosas, a procissão também contou com feira de economia criativa, oferecendo artesanato, arte urbana, moda, produtos autorais e gastronomia, produzidos pelas empreendedoras do coletivo Afrotu. Fechando a programação do dia, sob forte chuva, a imagem de Iemanjá seguiu em procissão terrestre rumo à Ponte Edgar Perdigão. Em razão das condições climáticas, somente uma escuna – onde estavam a imagem e o presente da rainha do mar -, pode cumprir o roteiro marítimo.
De mãe para filho O nome Iemanjá (ou Yemanjá) tem origem no idioma yorubá, derivado da expressão “Yéyé Omó Ejá”, que, em tradução literal, significa “mãe cujos filhos são peixes”. E para provar que “filho de peixe, peixinho é”, a podóloga, Alessandra Barroso, levou o filho Nathan, de sete anos, para procissão.
Ela contou que se tornou devota de Iemanjá por influência da mãe, e que durante a gravidez pediu a proteção da ‘rainha das águas’. “Estava muito pressionada na minha gestação e pedi a ajuda de Iemanjá. O Nathan nasceu um dia depois do dia dela, 3 de fevereiro, forte e saudável”, lembrou.
