Debate sobre liderança feminina na iniciativa privada encerra Semana da Mulher

Por Milena Estela/ #SantaPortal em 12/03/2021 às 17:51

PORTO – O Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária Brasil Export encerrou, nesta sexta-feira (12), a Semana da Mulher. O debate escolhido para fechar a programação foi “Liderança Feminina na Iniciativa Privada e na Geração de Oportunidades e de Novos Negócios”.

Mediada pela diretora de Jornalismo do Sistema Santa Cecília de Comunicação, Natalie Nanini, a live contou com as participações da diretora de Relações Institucionais da Piacentini do Brasil, Elck Fogagnoli; a executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade da Santos Brasil, Béatrice de Toledo Dupuy; e a chefe de Compras de Serviços Logísticos da Eldorado Brasil, Patrícia Alves.

Em comum, as quatro participantes relataram as dificuldades das mulheres no mercado de trabalho. O assunto foi voltado para o lado humano das mulheres em suas profissões.

Segundo Patrícia, a mulher não pode parar de ir atrás dos seus sonhos. “Infelizmente, a nossa sociedade é muito machista. E nós, mulheres, temos uma competência maior em relação à empatia, temos um senso de responsabilidade muito grande. E o desafio para cada mulher é se sentir capaz, mesmo sabendo que somos”.

Já Béatrice, que morou na França durante 25 anos, tem uma visão muito ampla sobre a mulher no mercado de trabalho. Trabalhando desde os 14 anos fora do Brasil, a mineira relata que aprendeu a dar valor ao trabalho e ao dinheiro. Na live, ela disse que a população brasileira precisa aprender sobre a educação, além de evoluir em questões femininas.

“Sempre tive chefes homens e eles acreditaram em mim, e isso é muito importante. Temos que acreditar nas pessoas independente do sexo, independente do estudo. Ter uma pessoa boa que te mostra o caminho não torna a gente melhor do que ninguém, queremos igualdade”, diz Béatrice.

Elck preferiu iniciar sua fala ressaltando que o Brasil Exporte é o único evento no setor portuário com essa preocupação. “A população brasileira tem a educação machista, não vemos uma menina, quando criança, sendo educada e incentivada a se tornar bombeira, por exemplo. Lugar da mulher é onde ela quiser estar, seja em qualquer profissão”.

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