Com Brasil em ranking preocupante, Santos promove debate sobre o Feminismo Negro

Por #Santaportal em 25/07/2017 às 16:45

LUTA – Uma roda de conversa no Conselho Regional de Psicologia, em Santos, foi realizada na tarde de ontem (24) para discutir uma questão preocupante entre as brasileiras.Uma pesquisa divulgada ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que no Brasil, um país “conhecido” pela liberdade e democracia, a taxa de feminicídios é de 4,8 para cada 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo.

Na véspera do Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha, o tema do encontro foi a questão da igualdade de gênero, sexualidade e de classe.A ideia do debate édo Coletivo Feminista Rosa Lilás, que nasceu em 2001 em Campinas. A ideia era combater os estupros ocorridos no bairro Barão Geraldo, próximo a Unicamp.

Hoje o grupo está em São Paulo, Sorocaba, Limeira e agora na Baixada Santista. “Atualmente, o Coletivo tem como membros estudantes, professoras e enfermeiras – todo o tipo de mulher trabalhadora interessada em superar a desigualdade de gênero, além de se autopreservar, pois vivemos em um país que mais mata as mulheres”, declara Clara Clemente, organizadora do evento.

Em 2015, o Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino mostrou que no período entre 2003 e 2013 o período de assassinatos de mulheres negras cresceu em 54%, passando de 1864 para 2875.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também assustou: 39,08% dos cargos que as funcionárias negras exercem são precários, comparadas com as mulheres brancas, com 26,9%. Apenas 5,9 milhões de brasileiras são domésticas, entre estas, estão 17,7% das negras, enquanto as brancas 10%.

A remuneração não fica tão atrás. Em 2014, as trabalhadoras negras ainda não haviam atingido nem 40% da renda dos homens brancos, que era de R$ 2,393 comparados aos seusrendimentos médios de R$496.

O Coletivo costuma promover mais eventos como encontros em praças e passeatas. Mais informações sobre o movimento e futuras atividades podem ser encontradas na página do Coletvo. https://www.facebook.com/rosalilasfeminista

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