Caminhoneiros saem da Alemoa e fazem buzinaço pelas ruas do Centro de Santos
Por #Santaportal em 25/05/2018 às 10:57
Atualizado às 12h43
SANTOS – De greve pelo 5º dia consecutivo, os caminhoneiros protestam contra o aumento do diesel, combustível utilizado nos veículos de carga. Em adesão ao protesto, por volta das 9h30, caminhões, carros e motos trafegaram pelas ruas do Centro de Santos, fazendo um buzinaço.
Na Rua João Pessoa, eles ocuparam duas das quatro pistas. Parte da categoria saiu da Alemoa em direção ao Centro e já está retornando para o local de saída. Por volta das 12h30, eles passavam pela Avenida Martins Fontes e retornavam para à Margem Esquerda do Porto, onde se concentram desde segunda-feira.
De acordo com a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) de Santos, não há bloqueios de vias, pois os veículos estão usando uma ou duas faixas de rolamento, ficando as demais liberadas.Agentes da Companhia e Engenharia e Tráfego de Santos estão monitorando o buzinaço e realizam operação de fluidez nos cruzamentos, logo após a passagem do último caminhão.
Paralisação continua
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país, após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24).
Os caminhoneiros continuam a greve pelo Brasil e na região. Nas redes sociais, a categoria compartilhou um vídeo dizendo que eles não têm previsão de volta e que ninguém vai manipulá-los. “Eles colocaram meia dúzia de pessoas que nunca vimos na vida lá para decidir”, disse um deles. Outro, identificado como Luciano, disse que eles não vão dar quinze dias, porque o Governo “já teve doze anos para resolver”.
Também deixaram um alerta de que o Porto de Santos continuará parado e que quem colocar os caminhões na rua, vai sair no prejuízo. “Governo soltou uma nota dizendo que fez um acordo com os motoristas. Enquanto os políticos não conversarem com nós, que estamos no meio da estrada, não vamos libera-la”, disse um representante do grupo.
Acordo
Pelo acordo firmado entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação seria suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias seriam patrocinados pela União.