Internado há 13 dias, bebê com prematuridade extrema apresenta melhora: "milagre de Deus"
Por Santa Portal em 06/12/2021 às 11:30
Rael, bebê que nasceu com prematuridade extrema, hidrocefalia, além de um distúrbio que afeta os vasos sanguíneos dos olhos, apresentou melhora no quadro clínico geral após ser internado com a válvula da cabeça entupida. A mãe da criança, a recepcionista Marina Siqueira Euflauzino, de 36 anos, contou em publicação do Instagram que talvez nesta semana ele vá para casa.
“Rael está bem. Ainda com o PIC na jugular pra tomar antibiótico e soro, ainda com diarreia por conta dos antibióticos que são muito fortes, mas bem”, disse na publicação.
Rael é considerado pelos pais e pela equipe médica um “milagre de Deus”. As chances de sobrevivência eram mínimas, afinal, pesava apenas 820 gramas, com 27 centímetros. Ninguém desistiu e com amor e tratamento, chegou aos 116 dias de vida. No entanto, agora, a família busca ajuda para oferecer a estrutura necessária para seu desenvolvimento.
Foram 90 dias de UTI e mais 14 dias de internação na enfermaria. Durante 104 dias, a preocupação e a incerteza assombraram seus pensamentos. Teve um breve período de melhora, mas na madrugada de 23 de novembro, foi internado novamente na Santa Casa de Santos.
“Viemos por conta de uma tosse forte e por fim, descobrimos que a válvula na cabeça estava entupida. Ele vai internar pelo SUS, pois ainda há carência para cumprir pelo convênio médico. Está bem abatido, mas tenho muita fé em Deus que ele vai vencer mais essa”, disse.
De acordo com Marina, a gestação foi normal, mas no início da 25ª semana, sentiu contrações. Como o colo estava fechado, não tinha sangramento e não havia perda de líquido, foi mandada para casa. “Fui em dois hospitais. No terceiro, já cheguei com o Rael com o pé para fora, em dilatação total. Foi um verdadeiro susto. Sem motivo aparente, ele nasceu. Teve várias intercorrências, sangramento no pulmão, fez diálise peritoneal e teve hemorragia intracraniana grau quatro, que resultou em hidrocefalia”, contou.
Por conta disso, para se desenvolver, ele precisará passar por uma série de terapias, nem todas cobertas pelo plano de saúde ou SUS, mas a família não tem condições de pagar. “Rael exige muitos cuidados, está com uma sonda nasogástrica e faz fonoterapia para aprender a sugar e conseguir mamar. Precisa tomar um suplemento caro para receber mais nutrientes. Além disso, só consegui dois meses de fisioterapia, em sessões de 30 minutos, duas vezes na semana, o que é insuficiente para o caso grave dele. Estamos fazendo de tudo, pois ele precisa de um trabalho diário e intenso, já que há grandes chances de atrofia e deformidades nos membros”, desabafou.
Para ajudar a família, basta fazer doações na vaquinha ou doar pelo PIX CPF 322 214 228 99. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (13) 99124-0880. Marina compartilha a rotina de Rael também pelo Instagram.