Amiga há 60 anos, Telma de Souza se emociona ao falar de Maria Lúcia Prandi
Por #Santaportal em 07/10/2015 às 16:51
SANTOS – A ex-prefeita de Santos Telma de Souza , e amiga há 60 anos de Maria Lúcia Prandi, se emocionou ao falar da morte da ex-deputada estadual. Telma recebeu a imprensa em sua casa na tarde de quarta-feira (7). Maria Lúcia lutava contra um câncer no pulmão, e morreu após uma infecção pulmonar.
A amiga pessoal de Maria Lúcia, Telma falou sobre a trajetória de vida e amizade. “A gente atravessou o antigo ginásio, eu fui fazer clássico e ela científico. Anos depois, entrando na política acabamos nos reencontrando, com outras amigas do tempo de colégio. Ela se filiou ao PT (Partido dos Trabalhadores), ao meu pedido, e acabou sendo minha secretária de educação. Competente, amiga das crianças, dos professores (as), das diretoras, do corpo docente geral”, conta.
Telma sempre acompanhou a carreira da amiga. “Ela teve uma trajetória, eu no executivo e ela no parlamento. Depois ela se tornou, por quatro vezes, deputado estadual, irrepreensível. Ela se tornou deputada federal, último posto que ela teve”, lembra.
“Não pensem que não brigávamos, mas a gente tinha essa interlocução de total cumplicidade. É difícil existir esse tipo de relação. O respeito que nos tínhamos uma pela outra, e o fato de ela ser uma pessoa tão especial. Ela colocou a posição da mulher no lugar destacado na nossa cidade, na nossa região e na política do estado de São Paulo, e até o Brasil”, afirma.
“Eu lamento profundamente que ela tivesse que ter ido embora desse plano. A gente agora tem que zelar, velar e principalmente guardar no relicário tudo aquilo que o coração generoso dela, que amava tanto as crianças. Ela fez o mundo ser melhor, ela fez a Baixada Santista ser melhor, a cidade de Santos ser melhor”, diz Telma.
Maria Lúcia era caçula de uma família de 10 irmãos. Ela não teve filhos, e ficou viúva aos 32 anos. Telma disse ainda que Maria Lúcia é, e sempre será, uma dama. “Decente, digna, solidária. Ela, de alguma maneira, foi a irmã que eu nunca tive”.