Advogado pede providências ao CNJ para fim da greve da JT em Santos

Por Aldo Neto/Especial para o #Santaportal em 21/07/2015 às 11:09

SANTOS – A Justiça Trabalhista está em greve desde 22 de junho em Santos (SP). Com isso, as sete Varas do Trabalho da Cidade estão há quase um mês sem atender despachos de advogados tão pouco dando andamento nos processos em tramite no Tribunal Regional de Trabalho. A medida, além de trazer dificuldade aos operadores do Direito, não promove a Justiça Social e deixa de atender os anseios dos cidadãos que buscam na Justiça a recuperação de direitos perdidos e que precisam ser arbitrados. Além disso, é ilegal, uma vez que a Constituição Federal, em seu artigo 37 Inciso VII, prevê como ilegal o exercício de greve que paralise qualquer órgão do Poder Judiciário.

Diante deste quadro que tem trazido dificuldades a advogados e principalmente a população e que não merece qualquer atenção das entidades de classe envolvidas, o advogado, professor universitário e Doutor em Direito do Trabalho, Denis Domingues Hermida, apresentou um pedido de providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que resolva a questão que tem angustiado advogados, clientes e público em geral.

“Reconheço todo o mérito no pleito grevista dos servidores da Justiça do Trabalho, mas o mesmo não pode jamais atrapalhar o andamento de processos tampouco a vida de advogados que atuam neste ramo. Afinal os mesmos estão impossibilitados de exercer sua atividade profissional. E, devido a greve, também não conseguem dar andamento nos pleitos de seus clientes que precisam de decisão da Justiça para resolver suas questões do dia-a-dia”.

Hermida espera que as entidades classistas dos advogados venham em defesa de sua classe e que o Tribunal Regional do Trabalho busque com afinco o entendimento com seu quadro de funcionários a fim de encerrar de vez a greve e que todos os pleitos sejam atendidos, ou seja, que os funcionários das Varas tenham condições de trabalho, os advogados possam fazer petições nos processos e que os clientes tenham seus direitos julgados e definidos pela Justiça.

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