Suspeitos de aplicarem golpe do falso advogado são presos; mandados foram cumpridos em PG
Por Folha Press em 19/03/2026 às 15:00
Suspeitos de aplicarem o golpe do falso advogado em 11 estados brasileiros são alvos de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira (19). Vinte mandados de prisão e outros 25 de busca e apreensão contra os suspeitos estão sendo cumpridos em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e na Capital paulista. Apesar de a operação ser conduzida pela polícia do DF, a quadrilha estava alocada no estado paulista, segundo as investigações.
Até as 8h30, 14 pessoas tinham sido presas, segundo a Polícia Civil. Outros 24 mandados de prisão foram cumpridos até este horário. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Suspeitos tinham divisão clara das atividades, com “puxadores”, que captavam os dados das vítimas, e com um setor voltado só para começar as conversas nas redes sociais. A quadrilha também contava com membros especializados em engenharia social, para induzir a vítima ao erro, um grupo para coletar os valores e outro para fornecer chips e contas de banco.
O grupo operava golpes em todos os estados do sudeste, na Bahia, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Além dos mandados de prisão, bloqueios de bens também foram pedidos. A quantidade de dinheiro roubado pelos criminosos não foi divulgada pela polícia.
Como funciona o golpe do falso advogado
Golpe do falso advogado tem como vítimas pessoas com processo judiciais. O golpista entra em contato via e-mail ou WhatsApp com a vítima citando dados pessoais e detalhes do processo, como o teor, o número e o nome do advogado constituído. Ele cita que há um dinheiro para ser liberado, mas é necessário pagar taxas para receber.
Após o pagamento das taxas, o falso advogado tenta fazer novas cobranças. Em alguns casos, ele prometia reembolsos e mencionava compensações adicionais “pela demora no processo”.
Em fevereiro de 2025, uma vítima de São Paulo levou prejuízo de R$ 30 mil com golpe do falso advogado. Com o CPF da mulher em mãos, golpistas alegavam que ela precisava pagar taxas para antecipar indenização na casa dos R$ 300 mil e que, após realizar uma transferência por Pix, ela receberia o dinheiro que lhe era devido em poucos minutos.