Sem acordo sobre reajustes, servidores públicos de Praia Grande entram em greve

Por Santa Portal em 17/04/2026 às 15:00

Divulgação/Sindicato dos Servidores Públicos de Praia Grande
Divulgação/Sindicato dos Servidores Públicos de Praia Grande

Os funcionários públicos de Praia Grande, no litoral de São Paulo, entraram em greve após não entrarem em acordo com a Prefeitura sobre os reajustes nos salários e no cartão alimentação. A paralisação ocorrerá por prazo indeterminado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Praia Grande, a greve foi aprovada em assembleia realizada na última terça-feira (14) e começou nesta sexta (17).

A paralisação ocorre em razão do encerramento das negociações por parte da Prefeitura, que encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei propondo reajuste de 4,5% nos salários e 5% no cartão alimentação, posteriormente aprovado pelos vereadores.

O sindicato destaca que a greve é de caráter geral, “podendo haver maior adesão em algumas secretarias do que em outras, sem controle exato dessa variação”. Ao todo, aproximadamente 300 funcionários que aderiram a greve.

“Ainda assim, o movimento está cumprindo a determinação judicial que estabelece a manutenção de, no mínimo, 30% dos serviços em funcionamento, garantindo que cerca de 70% dos servidores públicos permaneçam em atividade, de modo a não prejudicar a população”, afirmou o Sindicato dos Servidores Públicos de PG.

Está prevista para o próximo dia 24 uma audiência de conciliação na Justiça, cujo resultado poderá influenciar os rumos do movimento grevista.

Posicionamento da Prefeitura

Procurada pelo Santa Portal, a Prefeitura informa que enviou para Câmara e foi aprovada a revisão geral anual de 4,5% no vencimento-base e na remuneração mínima mensal dos servidores do Poder Executivo. Estes percentual representa ganho real acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA. Atualmente são mais de 12.700 servidores ativos e mais de 2.600 aposentados e pensionistas.

“Além disso, será realizado o reajuste de 5% no valor do Cartão Alimentação, ampliando o apoio direto aos servidores municipais e foi instituído o Prêmio de Resultado de Metas para o exercício de 2026, com previsão de pagamento em parcela única no mês de março de 2027, condicionado ao desempenho da receita corrente líquida do Município. A estimativa é de destinação de R$ 15 milhões, que serão distribuídos aos servidores ativos conforme critérios a serem definidos em regulamentação específica. A revisão salarial terá efeitos retroativos a 1º de abril de 2026”, diz a Prefeitura.

As propostas sindicais e seus impactos foram devidamente analisados por Comissão Técnica que apontou em parecer a viabilidade dentro do limite prudencial orçamentário obedecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal, onde foi considerado, entre outros, estudos e possíveis aumento de despesas salariais de ordem continuada em virtude de lei federal (como o descongela).

Sobre a greve, a Administração Municipal diz que “respeita o direito constitucional de manifestação do servidor, entretanto garantiu em liminar concedida pela justiça que seja mantido 70% dos servidores trabalhando para que os serviços públicos sejam devidamente prestados à população que necessita destes serviços públicos municipais”.

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