Pai denuncia agressão contra filha de 2 anos em escola municipal de Praia Grande

Por Santa Portal em 07/04/2026 às 10:00

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Um empresário de Praia Grande, no litoral de São Paulo, denuncia que a filha, de dois anos, teria sido agredida dentro da Escola Municipal Juliana Arias Rodrigues de Oliveira, no bairro Tupiry. O caso teria ocorrido no último dia 27 (sexta-feira).

Segundo o pai da criança, o empresário Eder Brugnolli, as marcas na menina foram percebidas por uma funcionária da unidade após o período de descanso das crianças, mas a situação não teria sido comunicada formalmente à direção ou à família naquele momento.

“A funcionária da creche, após o soninho da tarde, que termina às 13h30, viu as marcas na minha filha e não passou a situação para ninguém. Eu acredito que a ideia dela era colocar minha filha na van com as marcas para se livrar da situação”, afirma Eder. De acordo com ele, a comunicação sobre o ocorrido foi feita apenas por meio de uma anotação no caderno escolar da criança.

Recado deixado na agenda da menina

O pai relatou que percebeu o estado da filha ao buscá-la na escola e que a criança apresentava inchaço e marcas no rosto. “Quando cheguei para buscar minha filha, ela [a funcionária] falou que ela estava com umas marcas atrás da orelha, nos olhos. Quando olhei, ela já estava inchada e os vermelhos ficando roxos. Quando perguntei, ela não soube dizer o que aconteceu”, relembra o empresário.

Laudo atesta lesões

Após retirar a filha da unidade, ele a levou para atendimento médico. Segundo o relato, a criança não precisou permanecer internada, mas o médico teria alertado para a gravidade das lesões. “Quando peguei ela [na escola], ela estava meio atordoada, tonta, mas no hospital ela já estava bem. Ele [o médico] me alertou que [as marcas] eram muito graves, que provavelmente era de pancada”, diz Eder.

Ainda conforme o pai, após o atendimento hospitalar, ele procurou uma delegacia para registrar a ocorrência. Na segunda-feira seguinte, no dia 30, formalizou o boletim de ocorrência e, posteriormente, buscou atendimento no Conselho Tutelar e realizou exame no Instituto Médico Legal (IML). O laudo de corpo de delito apontou lesões corporais com equimoses (manchas roxas) na pálpebra, na orelha e no dorso da mão esquerda da criança.

O empresário informou que retornou à escola na quarta-feira mas, segundo ele, funcionários relataram não ter presenciado qualquer situação envolvendo a criança. Desde então, a menina não voltou a frequentar a unidade.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Educação, que tomou conhecimento do suposto ocorrido na unidade escolar do bairro Tupiry e que os fatos estão sendo apurados. A administração municipal afirmou ainda que, caso alguma irregularidade seja confirmada, serão adotadas as medidas administrativas necessárias.

Procurada pelo Santa Portal, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado no 1º DP de Praia Grande e que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

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