Juiz nega prisão preventiva de homem que deu soco no rosto de ex-companheira em Praia Grande

Por Santa Portal em 23/05/2026 às 06:00

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de prisão preventiva, apresentado pelo Ministério Público (MP), do homem que desferiu um soco no rosto de sua ex-companheira, no último dia 12, no bairro Boqueirão, em Praia Grande. O crime ocorreu na Avenida Costa e Silva, uma das vias mais movimentadas da Cidade. Na ocasião, populares se revoltaram e chegaram a agredi-lo.

O agressor e a vítima mantiveram relacionamento durante aproximadamente quatro meses. De acordo com o MP, o suspeito admitiu, em depoimento, ter desferido um soco no rosto da sua ex-companheira, alegando que agiu de tal forma pois ela se “recusou a dialogar” e teria proferido ofensas verbais contra ele. O agressor afirmou ainda que teria agido em momento de “descontrole emocional”.

Em razão da agressão, o Ministério Público entrou com o pedido de decretação da prisão preventiva do denunciado, destacando a “personalidade violenta do réu”. Segundo os promotores, “é evidente que as medidas cautelares diversas de prisão não se mostram suficientes para conter o risco causado pela personalidade violenta do réu, causando insuficiente proteção á vítima e à sociedade”.

No entanto, o juiz responsável por analisar a solicitação não acolheu o pedido e negou a prisão preventiva do réu.

Procurada pelo Santa Portal, a defesa da vítima “manifesta preocupação com a decisão que indeferiu o pedido de prisão preventiva do investigado, especialmente diante da gravidade dos fatos apurados e da repercussão social do caso”.

“A defesa confia que o Ministério Público, na qualidade de fiscal da lei, adotará as medidas recursais cabíveis visando à reanálise da decisão judicial, considerando os elementos constantes nos autos e a necessidade de resguardar a integridade da vítima e a ordem pública. Paralelamente, a defesa seguirá acompanhando atentamente o andamento processual, promovendo as medidas jurídicas pertinentes e instigando a interposição de recurso em relação ao indeferimento da prisão preventiva, na busca pela adequada aplicação da justiça”, diz o escritório de advocacia que representa a vítima.

O Santa Portal não conseguiu localizar a defesa do acusado. O espaço segue aberto para a manifestação da defesa do homem sobre o caso e a decisão judicial.

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