Investigação revela manipulação de investimentos virtuais e leva à prisão de suspeitos na Baixada; VÍDEO
Por Santa Portal em 17/06/2026 às 20:00
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em um esquema de fraude eletrônica com investimentos em criptomoedas na Baixada Santista. A ação foi realizada na última segunda-feira (15) por agentes da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Deic de Santos.
As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão simultaneamente em imóveis localizados em Santos e Praia Grande. Durante a operação, dois investigados, de 25 e 29 anos, foram presos em flagrante pelo crime de organização criminosa.
De acordo com as investigações, o grupo operava uma plataforma digital que simulava investimentos em criptoativos. Os suspeitos teriam criado uma estrutura sofisticada para convencer vítimas de que estavam obtendo lucros reais no mercado de criptomoedas.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam uma cópia da interface de um site legítimo de investimentos e manipulavam os resultados exibidos aos usuários. A estratégia criava uma falsa sensação de ganhos e perdas financeiras, induzindo os investidores a manter ou aumentar os aportes na plataforma.
As análises técnicas realizadas durante a investigação apontaram que os dados apresentados aos usuários não possuíam qualquer ligação com o mercado financeiro real. Os resultados eram gerados localmente e controlados pelos próprios investigados.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais, com apoio da Polícia Técnico-Científica, apreenderam computadores, notebooks, celulares, dispositivos de armazenamento digital, documentos e carteiras virtuais de criptomoedas. Também foram recolhidos valores em dinheiro e bens considerados de alto valor econômico, cuja origem ainda será investigada.
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— #Santaportal (@Santaportal1) June 17, 2026
Peritos que acompanharam a operação identificaram indícios de que os suspeitos manipulavam diretamente os resultados exibidos na plataforma e controlavam a liberação de supostos pagamentos aos investidores. Além disso, mensagens e registros de comunicação encontrados durante a ação reforçam a hipótese de uma estrutura criminosa organizada voltada à prática de fraudes eletrônicas.
Um terceiro investigado, apontado como integrante do esquema, não foi localizado durante a operação. Contra ele já havia sido expedido um mandado de prisão temporária pela Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar o foragido, identificar outras possíveis vítimas e aprofundar a apuração sobre a extensão dos prejuízos causados pelo esquema.