Homem é atropelado por moto enquanto dormia na calçada, fratura fêmur e luta para sobreviver

Por Noelle Neves em 11/12/2021 às 07:40

André Nascimento, de 40 anos, estava em situação de rua, quando foi atropelado em Praia Grande. Ele dormia na calçada de um estabelecimento, quando uma moto desgovernada passou por cima de suas duas pernas. Quando acordou, estava no hospital, sem entender o que havia ocorrido.

Em entrevista ao Santa Portal, André contou que passou 11 meses e 21 dias internado. “O médico brincou dizendo que eu estava muito quebrado. O motociclista também se feriu, mas ninguém me passou muitas informações sobre ele. Sei que quando me atingiu, foi arremessado para longe. Precisei ser operado e fiquei no hospital até me recuperar melhor. Ao receber alta, fui encaminhado para uma casa de apoio da prefeitura, mas pouco depois voltei para as ruas”, desabafou.

Com cadeira de rodas e vendendo balas para conseguir recursos básicos de sobrevivência, sua vida mudou quando fizeram uma publicação sobre sua situação em um grupo de Facebook da Baixada Santista. Por lá, um grupo de pessoas se reuniu para alugar um cômodo e ajudar com alimentos.

Arquivo pessoal

“Moro sozinho, com cada um me ajudando um pouco. Dona Gersi me tirou das ruas e faz de tudo, mas quero trabalhar, produzir e me desenvolver. Não acho certo fazerem isso por mim. Também me deram um celularzinho, por onde faço meus pedidos de doações enquanto meu fêmur não se recupera”, contou.

Na última segunda-feira (6), completou um ano desde o atropelamento e ele ainda vive momentos desafiadores.

“Não entendo de raio-x, mas entendo o que estou passando. É muita tristeza, porque não quero ter esse fim. Preciso de ajuda, de um médico… O que recebo de indenização mal dá para comprar uma cadeira de rodas. Minha perícia no INSS foi marcada apenas para abril de 2022. Mas tudo o que eu quero, de verdade, é melhorar”, falou.

Saiba como ajudar

Quem puder ajudar com móveis, alimentos, roupas, produtos de higiene, itens para fazer curativo ou dinheiro, pode entrar em contato pelo Whatsapp/Telefone (13) 98198-2219.

“Consegui deixar de dormir na calçada e também não posso mais vender balas de goma, porque o esforço está atrasando minha recuperação. Durmo embaixo de um teto e uma cama quentinha, mas quero recomeçar de vez”.

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