Criança é agredida por professora em escola de PG

Por Vanessa Ortiz em 30/03/2022 às 06:20

Reprodução
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Uma professora foi flagrada por câmeras de monitoramento agredindo uma criança de 1 ano e 10 meses, em uma escola particular, no Boqueirão, em Praia Grande. Nas imagens cedidas pela defesa da família, a suspeita aparece penteando o cabelo da menina, até que a puxa de maneira grosseira. 

O caso foi descoberto pela família no último dia 15, após a mãe buscá-la na unidade de educação infantil e se deparar com marcas vermelhas no rosto da menina, conforme contou o advogado que representa os pais da vítima, Franco Antunes.

“Ela cobrou explicações ali na hora, mas não foram satisfatórias, disseram que poderia ter sido qualquer coisa”, explica o advogado. Diante da situação, a mãe foi embora e decidiu olhar no sistema de monitoramento da escola, que os pais têm acesso. 

“Isso é um dos atrativos da escola. A mãe começou a puxar as câmeras para poder ver o que tinha acontecido. Lá para às 16h20, foi que ela visualizou as imagens das agressões. Tinha sido pouquinho tempo antes de ela buscar a menina”, afirma Antunes. 

Nas imagens, é possível ver a mulher puxando a menina pelo cabelo, enquanto realiza a escovação. Em determinado momento, ela parece empurrar a criança para ficar de frente com ela, e ainda pega o rosto dela com força. 

“Na sequência ela encaminhou isso para a escola, cobrando providências, e no dia seguinte foi até a delegacia registrar a ocorrência”, afirma. O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), conforme explicou o advogado, mas será encaminhado para o 2º DP da cidade, já que não se trata de violência sexual. 

Comportamento da criança mudou

Ainda segundo Antunes, a mãe havia notado a mudança no comportamento da filha desde janeiro. “Ela relatou que a menina estava aversiva a pentear os cabelos, não queria deixar, e também estava acordando a noite, gritando, com pesadelo, e não estava muito querendo ir para a escola”, relata. 

Apesar disso, ainda não se sabe se essa foi a primeira agressão ou se a menina já tinha passado por outros episódios. Ainda de acordo com o advogado, foi pedido às autoridades que instaurarem o inquérito policial para apurar se a prática ocorreu outras vezes.

Arquivo pessoal

Após a agressão, conforme explicou o advogado, a criança foi retirada da escola e a família rescindiu o contrato com a escola, e a criança não foi matriculada em nenhuma outra unidade de educação. 

“Está sob os cuidados da família, até porque, eles não se sentem seguros no momento. A mãe e o pai estão muito abalados, a família toda muita mexida com o que aconteceu. Eles vão providenciar um acompanhamento psicológico”, finaliza. 

A escola 

A Escola Paris emitiu um posicionamento nas redes sociais lamentando o episódio e afirmando que a funcionária foi demitida por justa causa, configurada por cometimento de atos ilícitos, erros de conduta e indisciplina. 

“A família Paris na manutenção da qualidade e transparência de seus trabalhos, vem através desta lamentar o ocorrido, infelizmente a ocorrência da conduta inadequada de uma funcionária, sendo a mesma exonerada de imediato por justa causa,  foge aos princípios e preceitos educacionais e socioemocionais, onde é totalmente inadmissível qualquer comportamento, fala ou ato que venha constranger ou se quer prejudicar o alicerce familiar de suas crianças. 

A transparência sempre foi e sempre será o balizador da nossa Escola, seguindo com competência, amor e dedicação. Sendo assim, em qualquer situação cotidiana ou inesperada aos nossos comprometimentos e responsabilidades estamos abertos a esclarecimentos e prontos a atendê-los”. 

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