Censo revela que mais de 27 mil moradores da Baixada Santista estão no espectro autista
Por Beatriz Pires em 24/05/2026 às 06:00
Mais de 27 mil moradores da Baixada Santista foram diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados sobre o autismo no Censo Demográfico de 2022, revelando que 1,6% da população da região está no espectro.
Os números traçam um panorama inédito sobre o TEA na Baixada Santista e reforçam a demanda crescente por políticas públicas voltadas à inclusão, saúde e educação especializada. Ao todo, 27.834 pessoas diagnosticadas vivem nas nove cidades da região, o equivalente a 4,93% dos 548 mil casos registrados em todo o estado de São Paulo.
Entre os moradores diagnosticados, os homens representam a maioria dos casos, com 16.670 registros, o equivalente a 59,91% do total. Já as mulheres somam 11.734 diagnósticos. A faixa etária com maior incidência está entre crianças de 5 a 9 anos, com 4.364 pessoas no espectro. Em seguida aparecem os grupos de 10 a 14 anos, com 3.233 casos, e crianças de até 4 anos, com 3.016 registros.
Praia Grande lidera número de diagnósticos
Praia Grande concentra o maior número de moradores diagnosticados com TEA na região. Segundo o levantamento, 6.416 pessoas foram identificadas com o transtorno até 2022, o equivalente a 1,8% da população do município. Entre os casos registrados, 3.882 são homens e 2.534 mulheres. A maior concentração também está entre crianças de 5 a 9 anos, com 994 diagnósticos.
Santos aparece logo em seguida, com 5.295 pessoas no espectro, representando 1,3% da população da cidade. Do total, 3.091 são homens e 2.204 mulheres. O município também chama atenção por registrar diagnósticos em faixas etárias mais avançadas, incluindo 13 pessoas entre 95 e 99 anos.
São Vicente contabilizou 4.810 moradores diagnosticados, enquanto Guarujá registrou 4.262 casos. Em ambas as cidades, os diagnósticos representam 1,5% da população total, com predominância masculina e maior concentração entre crianças de 5 a 9 anos.
Mongaguá tem maior índice proporcional
Mongaguá apresentou proporcionalmente um dos maiores índices da região. Segundo o IBGE, 2,5% da população do município está no espectro, totalizando 1.562 diagnósticos. Entre os moradores identificados com TEA, 835 são homens e 727 mulheres. A faixa etária predominante também está entre 5 e 9 anos, com 523 casos.
Em Itanhaém, foram registrados 1.765 diagnósticos, o equivalente a 1,6% da população. Já Peruíbe soma 1.268 moradores no espectro, representando 1,9% da população total do município.
Cubatão contabilizou 1.481 pessoas diagnosticadas com TEA, sendo 979 homens e 501 mulheres. Segundo os dados, 310 crianças entre 5 e 9 anos estão no espectro na cidade.
Bertioga aparece com o menor número absoluto de diagnósticos da Baixada Santista. O município registrou 965 moradores com TEA até 2022, o equivalente a 1,5% da população local. Entre eles, 519 são homens e 445 mulheres. Diferente das demais cidades da região, a faixa etária predominante no município está entre crianças de 0 a 4 anos, com 132 casos.