Os caminhoneiros autônomos que atuam no Porto de Santos entraram em greve nesta quinta-feira (10). Segundo o diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos (Sindicam), Alessandro Silva, a greve segue até a manhã de sexta-feira (11).





A categoria não ter sido incluída no plano de vacinação contra a covid-19 dos portuários, que começou no último dia 1, motivou a manifestação. Entraram para o grupo prioritário da vacinação trabalhadores avulsos, operadores portuários e trabalhadores da Autoridade Portuária.









Nesta quarta-feira (9), a Santos Port Authority (SPA) reuniu-se com os representantes da categoria, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), e as prefeituras de Santos e Guarujá.





Segundo o diretor do Sindicam, a entidade pediu que a greve não fosse feita, pois a SPA havia se comprometido a fazer uma reivindicação ao Governo Federal. O plano é repriorizar os caminhoneiros autônomos no Plano Nacional de Imunização (PNI), o que foi confirmado pela SPA. No entanto, após reunião da categoria, Silva afirma que os caminhoneiros decidiram manter a greve.





Impacto no Porto





Em nota, o Sopesp declarou que entende a reivindicação dos caminhoneiros e tem consciência do grande impacto que uma paralisação poderia causar. "O Sopesp apoia a vacinação para todos os brasileiros e acredita que o melhor caminho é o diálogo entre a categoria e o Ministério da Infraestrutura."





A situação no local é pacífica, e de acordo com o diretor do Sindicam, não está havendo nenhum bloqueio de passagem. Porém, a SPA diz que as operações em cinco embarcações atracadas na margem direita do Porto (Santos) foram interrompidas, e que elas dependem de descarga direto de caminhões.





A SPA afirmou em nota que se solidariza com a demanda. Aliás, se comprometeu a auxiliar a categoria, levando ao Ministério da Infraestrutura o pleito de repriorização da mesma no Programa Nacional de Imunização (PNI).









Posicionamento do Governo de São Paulo





Em nota, São Paulo informou que mantém o compromisso de vacinar todos, mas para isso depende que o PNI disponibilize mais doses.





"Mesmo diante da escassez de doses imposta ao Brasil e a São Paulo pelo órgão federal, o Estado já aplicou mais de 18,7 milhões de doses, sendo que 12,82% da população tem o esquema vacinal completo, ou seja, duas doses da vacina. Além disso, o Estado anunciou ontem a antecipação de 15 dias para vacinação geral contra o coronavírus para todos os públicos fora dos grupos prioritários".