Na disputa instalada em torno do modelo para a desestatização dos portos, a ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários) levou a defesa de suas posições ao TCU (tribunal de Contas da União) e ao Ministério da Infraestrutura neste mês.





A entidade é contra a participação das empresas de navegação no leilão.





O receio dos operadores portuários são as gigantes do transporte marítimo MSC e Maersk.





"A participação indiscriminada e sem regulamentação de grupos econômicos que atuam no transporte marítimo de contêineres, os chamados armadores, nos processos licitatórios pode, em médio e longo prazos, gerar aumento dos fretes, diminuir as rotas de escoamento da carga brasileira e provocar aumento no custo de outros elos da cadeia logística em razão de práticas anticoncorrenciais", diz o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, que neste mês esteve com o ministro Marcelo Sampaio.





O setor afirma que a concentração de mercado na mão dos armadores pode provocar um direcionamento da carga para os terminais próprios das gigantes, prejudicando o restante do mercado.





Para o presidente da ABTP, o chamado "self preferencing", a preferência pelos próprios terminais, pode levar ao escoamento de carga para portos mais distantes do local de produção, entre outros desequilíbrios.