Governo de São Paulo assina empréstimo de R$ 2,57 bi para túnel Santos-Guarujá
Por Paulo Ricardo Martins/Folhapress em 13/04/2026 às 20:00
Foi assinado nesta segunda-feira (13) o financiamento da contrapartida do Governo de São Paulo na PPP (parceria público-pivada) de construção do túnel entre Santos e Guarujá, no litoral paulista.
O montante total da operação é de R$ 2,57 bilhões. A estruturação foi feita pelo Banco do Brasil, com garantia da União.
O prazo para quitação do empréstimo é de 23 anos, a uma taxa de CDI + 1,59%.
Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o secretário de Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
O projeto prevê R$ 6,8 bilhões em investimentos para a construção do ativo, que será o primeiro túnel imerso do Brasil.
O Governo de São Paulo e o governo federal pagarão, juntos, mais de R$ 5 bilhões como aporte para a obra. O restante do valor será pago pela concessionária do túnel, a Motta-Engil.
“É um financiamento com um alongamento de prazo de 23 anos. É um projeto muito bonito para toda a Baixada Santista e para o Brasil”, disse Kinoshita durante o evento.
Em março, o TCU (Tribunal de Contas da União) havia suspendido, em decisão unânime, o repasse de recursos pelo governo federal para a construção do túnel.
O acórdão proibia a APS (Autoridade Portuária de Santos) de disponibilizar qualquer dinheiro para a obra até nova deliberação. A autoridade portuária havia reclamado anteriormente que o Governo de São Paulo não a havia incluído como anuente e interveniente no contrato da Motta-Engil, concessionária do túnel.
“O que o TCU fez foi dizer: ‘Olha, se o governo federal vai pôr, além do financiamento, R$ 2,57 bilhões, ele deve participar da governança.’ É muito natural, mas isso se resolve rapidamente. Isso não é nenhum limitador para participar”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin em entrevista a jornalistas após o evento.