A França é um dos países que mais investe em automação ferroviária, visando melhorar a prestação de serviço, além de proporcionar a sustentabilidade. O sistema permite a redução de  emissão de gases de efeito estufa, uma das principais preocupações da atualidade. 





Os trens autônomos, utilizado em diversos países desde os anos 1960, foram debatidos com Bertrand Minary, diretor geral da Railenium, durante o terceiro painel da manhã desta terça-feira (10), do 1º Seminário Brasil-França - O Transporte de Carga em 2050 - Descarbonização e Veículos Autônomos





A empresa Railenium investe nesse tipo de sistema há anos, e um deles está em fase de testagem, sem motorista, somente por teledireção. Esses trens possuem dispositivos como câmeras e sensores que permitem que o usuário veja o trajeto e ajuda a prevenir qualquer tipo de acidente. 





“Desde 2021, as coisas se aceleraram bastante, porque tem a mudança climática”, explica Mirany. Apesar do sistema rodoviário ser o que menos emite CO2, a ideia é investir cada vez mais nesse ramo. 





“O setor ferroviário é nove vezes menos CO2 do que o rodoviário. O ferroviário tem oito vezes menos partículas emitidas, porque o esforço da roda em cima do trilho gasta seis vezes menos energia. Então, é mais limpo, consome menos energia, menos barulhento, menos congestionamento e tráfego, e menos vítimas e acidentes”, explica.  





Para ele, o setor ferroviário faz parte da transformação energética no mundo, e motiva uma série de ferramentas tecnológicas. “Hoje nós temos um contexto muito promissor, dentro do qual os institutos de pesquisa tecnológicos trabalham com ferramentas implementadas pelo estado ou setor público ou privado”, finaliza. 





Brasil-França





O Seminário Brasil-França ocorre terça-feira (10), no auditório principal da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos. O encontro reúne especialistas brasileiros e franceses das principais universidades dos dois países que apresentarão pesquisas e estudos com as potencialidades e alternativas para a ligação entra a Capital e o maior porto da América Latina, bem como os caminhos para o transporte de carga nas próximas décadas e as questões de sustentabilidade envolvidas.