Auditores-Fiscais santistas e de outras partes do país realizarão um ato público, nesta quarta-feira (13), às 13h, em frente ao prédio da Alfândega, em Santos. A categoria protesta em prol do cumprimento do acordo firmado com o governo em 2016, que prevê o pagamento de um bônus variável aos auditores, o retorno do orçamento da Receita Federal (o equivalente a R$ 1,2 bilhões) e a abertura de concurso público para o órgão, já que nos últimos 10 anos o órgão perdeu 50% do seu quantitativo de auditores.





Segundo a categoria, embora até o momento o governo federal não tenha aberto nenhum canal de negociação com os auditores, a mobilização já pode ser sentida em diversos setores. Representantes de exportadores de grãos e soja e fabricantes de eletrodomésticos já enviaram ofício a diferentes representantes do governo pedindo que entrem em acordo com os auditores e coloque fim ao movimento da categoria.





“O ato servirá para mostrar que a mobilização dos Auditores-Fiscais, que começou em dezembro de 2021, continua forte. Não vamos parar até que nossos pleitos sejam atendidos”, disse o presidente do Sindifisco Santos, sindicato que representa os Auditores-Fiscais, Elias Carneiro Jr.





Atraso





Por causa da mobilização dos auditores-fiscais, o prazo para liberação de mercadorias no Porto de Santos aumentou de 24 horas para no mínimo 20 dias. Há também um atraso diário de cerca de seis mil contêineres que significam um atraso na arrecadação em torno de R$ 125 milhões ao dia. Em média, o Porto de Santos movimenta de 10 a 12 mil contêineres por dia e arrecada R$ 45 bilhões por ano.





De terça a quinta, dias aprovados em Assembleia pela categoria, os auditores não devem acessar os sistemas da Receita e também não há desembaraço de nenhuma carga (medicamentos, insumos hospitalares, animais vivos, produtos perecíveis e fornecimento de consumo de bordo são as únicas exceções e continuarão a ser liberadas normalmente).