Policiais do 7° Distrito Policial de Santos prenderam em flagrante na manhã desta terça-feira (27) um homem de 24 anos na posse de diversas receitas médicas falsificadas e em branco, e medicamentos controlados (deposteron), além de carimbos falsificados, caixas de papelão dos correios, comprovantes de correios com despachos para diversos destinos e anotações de comercialização de anabolizantes com tabela de preços, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Morro Penha, em Santos.





No último dia 13, a representante de uma farmácia no Gonzaga registrou ocorrência, informando que um homem apresentava receitas médicas a todo instante, que prescrevia medicamentos (testosterona – Deposteron e Durateston), não utilizados para uso frequente.





Tais medicamentos são permitidos desde que com receita específica. Com base nessa desconfiança, entrou em contato com a médica constante nos receituários, confirmando essa que o receituário era falso, que não foi emitido por ela, e sequer o suspeito tinha prontuário em sua clínica. Afirmou que o carimbo e receituário também eram falsos, e que haviam usado os seus dados, como CRM e endereço.





Os policiais civis investigaram o suspeito, quando conseguiram descobrir que tratava-se de um homem trans, que usava as redes sociais para comercializar anabolizantes para todo o Brasil, inclusive acompanhados de receitas falsificadas. Diversas páginas anunciavam os medicamentos também para auxiliar a transformação do corpo para a condição masculina.





As investigações prosseguiram e na tarde desta terça os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência desse suspeito, no Morro Penha. No imóvel foram apreendidos o material anabólico, todos os objetos descritos e ainda o celular do investigado contendo diversas conversas sobre a comercialização dos anabolizantes. Ele alegou que a princípio tais medicamentos eram para uso próprio, e que há aproximadamente um ano começou a revender os medicamentos na internet, confessando ter falsificado os receituários e carimbos de duas médicas.





O suspeito vai responder pelo crime hediondo previsto no artigo 273 do Código Penal que trata da conduta de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto terapêutico ou medicinal, bem como pela falsidade ideológica, em razão da falsificação dos receituários médicos.






Foto: Divulgação/Polícia Civil