MP pede cassação de vereador de Santos por suposto financiamento ilegal de campanha

Por Santa Portal em 13/02/2025 às 10:08

Divulgação/Instagram
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) com o pedido de cassação do mandato do vereador de Santos, Marcelo Téo (PP). A solicitação foi fundamentada em uma investigação que apontou uma possível ilegalidade no financiamento de sua campanha.

De acordo com a investigação do Núcleo de Inteligência e Gestão de Conhecimento e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o parlamentar teria recebido recursos de indivíduos sem lastro financeiro.

Segundo a ação, o financiamento da campanha de Téo contou com o apoio de membros de uma facção criminosa atuante na Baixada Santista, incluindo Moacir Levi Correia, o “Bi da Baixada”, irmão do vereador e conhecido por sua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Bi da Baixada foi um dos alvos da Operação Caixa Forte, em 2020, que investigou esquemas de lavagem de dinheiro. Ele também está envolvido em atividades criminosas e já foi condenado por tráfico internacional de entorpecentes.

A investigação ainda revelou que uma das doações para a campanha de Téo veio de um apoiador que mantém um vínculo familiar com o vereador. Embora não tivesse registro de vínculo trabalhista desde 2022, o doador fez uma contribuição de R$ 7 mil. Esse mesmo indivíduo havia trabalhado anteriormente em uma empresa vinculada a outro dos financiadores da campanha. Outro aporte significativo foi feito por uma mulher que trabalha na mesma companhia e é filha da esposa de Téo.

Por meio de seu assessor jurídico, o vereador afirmou “seu compromisso com a legalidade e a transparência, ressaltando que confia plenamente na Justiça para que os fatos sejam apurados com a devida isenção e dentro dos estritos limites do devido processo legal”.

Na nota, o parlamentar afirmou que não houve qualquer decisão definitiva que possa comprometer seu mandato na Câmara dos Vereadores. “É prematuro e especulativo qualquer juízo de valor que não se baseie em provas cabais e devidamente analisadas pelo Poder Judiciário”, disse.

O posicionamento ainda enfatizou que o vereador “sempre conduziu sua campanha dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação eleitoral e que jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ato que pudesse comprometer a lisura do processo eleitora”.

Segundo a nota, comprovantes de rendimentos e declarações do imposto de renda dos doadores da campanha já foram apresentados no âmbito judicial.

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