13/01/2026

Integrantes do PCC que planejaram morte de Ruy Ferraz foram presos pelo ex-delegado-geral

Por Santa Portal e Folha Press em 13/01/2026 às 20:00

Divulgação/Polícia Civil de São Paulo
Divulgação/Polícia Civil de São Paulo

Os três criminosos presos nesta terça-feira (13), suspeitos de terem planejado a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande, tinham um histórico de ligação com a vítima. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, todos eles foram presos em operações comandadas por Ruy Ferraz.

“O Ruy era fervoroso nesse combate ao crime organizado, acho que teve essa retaliação tenha ocorrido em virtude da prisão de todos esses envolvidos em roubos a bancos. Tenho informações do pessoal da antiga, esses presos de hoje tiveram contato com o Dr. Ruy e não ficaram satisfeitos (com as prisões). Isso eu posso assegurar. Sabemos quem são, são bandidos e sabemos que o Ruy atuou forte contra eles”, afirmou Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública de SP.

Segundo a Polícia Civil, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, 48 (o Azul ou Careca), Marcio Serapião de Oliveira, 52 (o Velhote), e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (conhecido como Manezinho ou Manoelzinho), que foram presos nesta terça, teriam planejado a morte de Ruy Ferraz durante uma reunião em março, em Mongaguá. Todos são apontados pela investigação como membros do do PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Os três presos hoje se reuniram em Mongaguá, em um bar ou lanchonete. Esse local fica próximo da casa da mãe de um deles e o endereço de um deles. A reunião aconteceu em março de 2025. A partir disso, no final de junho o Dr. Ruy começou a ser monitorado mais de perto. Ele andava pela cidade de moto, sem seguranças, andava de carro sem ser blindado, então talvez isso tenha feito com que eles pensassem que estava mais fácil para matá-lo”, explicou a diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo.

De acordo com Ivalda, Azul, Velhote e Manezinho integravam a Sintonia Restritra, conhecida como a cúpula do PCC. “São todos faccionados, o Deic tem essa investigação, eles fazem parte da Sintonia Restrita. O Humberto e o Azul eram muito ligados. Não tinha uma coisa paga, o crime foi acertado entre eles”, disse.

Apesar da principal linha de investigação ser uma retaliação contra o trabalho de Ruy Ferraz como delegado-geral, o diretor do Deic, o delegado Ronaldo Sayeg, não descarta a hipótese do crime ter uma eventual ligação com o trabalho da vítima como secretário de Finanças em Praia Grande.

“A investigação precisa ser muito responsável para apontar um nome nesse sentido. Está faltando, na nossa concepção, quem é essa pessoa que colocou essa logística para funcionar. O MP não acredita nisso, mas vamos até onde as provas nos levarem. Não nos cabe criar ilações. A investigação vai mostrar isso, ainda não foi concluída. Temos cinco mandados sendo que três deles cumpridos até o momento. Ao cabo da investigação, poderemos apontar se foi algo envolvendo o trabalho na Prefeitura ou se isso foi uma retaliação pelo passado exitoso do Dr. Ruy. Essa resposta será dada com provas, para não ficarmos apenas no campo das ilações”, concluiu Sayeg.

Outros envolvidos no crime

Sete suspeitos que, segundo a investigação policial, participaram diretamente do ataque, foram denunciados sob acusação de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de uso restrito e tentativa de homicídio de duas vítimas – já que os disparos atingiram duas pessoas que estavam na rua, próximo ao cruzamento onde o carro de Ruy Ferraz foi interceptado.

A oitava denunciada responde pelo crime de favorecimento. Ela é acusada de transportar um fuzil para um homem suspeito de participar diretamente do ataque.

Quatro pessoas que chegaram a ser presas durante as investigações ficaram de fora da denúncia. Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar), Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Danilo Pereira Pena (Matemático) e José Nildo da Silva não estão no rol dos denunciados por falta de provas.

Jaguar, por exemplo, chegou a ser apontado como um dos atiradores pelo então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, durante uma entrevista coletiva. Fofão seria o motorista que o transportou no mesmo dia do crime, segundo a investigação policial, a pedido de Matemático.

José Nildo foi visto no dia do crime com um colete à prova de balas e uma arma longa entrando numa das casas que, segundo a investigação, teria sido usado no crime. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) abriu um novo inquérito para continuar as investigações.

Quem são os denunciados

  • Felipe Avelino da Silva
  • Flávio Henrique Ferreira de Souza
  • William Marques
  • Luiz Antônio Rodrigues de Miranda
  • Paulo Henrique Caetano Sales
  • Cristiano Alves da Silva
  • Marcos Augusto Rodrigues Cardoso
  • Dahesly Oliveira Pires
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