Mãe agride diretora em escola de Mongaguá após ser impedida de deixar filho sozinho em ponto de ônibus

Por Santa Portal em 11/05/2026 às 05:00

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A diretora de uma escola municipal em Mongaguá foi agredida pela mãe de um aluno na última sexta-feira (8). O conflito começou após a unidade escolar impedir que o estudante realizasse sozinho o trajeto entre o ponto de desembarque do transporte público e sua residência, seguindo normas de segurança vigentes.

A responsável foi informada sobre o procedimento da escola, que visa preservar a integridade física da criança. Contudo, inconformada com a decisão, a mulher se dirigiu à EMEF Minol Ivata e acessou o prédio pelo portão destinado exclusivamente aos professores.

Ocorrência

Já no interior da unidade, a mãe passou a apresentar comportamento agressivo e agrediu fisicamente a diretora. Para conter a mulher, que aparentava estar emocionalmente abalada, a vice-diretora e uma professora intervieram, buscando evitar novos transtornos e proteger os alunos presentes.

Representantes da Secretaria Municipal de Educação de Mongaguá e a equipe gestora compareceram imediatamente à escola para prestar suporte. A Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência e adotar as medidas cabíveis. Após o conflito, os profissionais envolvidos receberam acolhimento emocional para garantir a continuidade das atividades escolares com segurança.

O que diz a legislação municipal

A administração municipal reforçou que a conduta da escola seguiu rigorosamente a lei. Segundo os Decretos Municipais nº 7.679/2023 (Art. 10) e nº 7.629/2023, é dever dos pais ou responsáveis acompanhar os alunos até os pontos de embarque e, obrigatoriamente, aguardá-los no momento do desembarque. O descumprimento dessa norma pode acarretar responsabilidade por omissão.

Posicionamento da prefeitura

Em nota, a Secretaria de Educação lamentou o episódio e prestou solidariedade aos profissionais:

“Reafirmamos que nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser aceita, sobretudo em um espaço pautado pelo respeito e diálogo. A atuação da Unidade Escolar ocorreu em estrito cumprimento da legislação relacionada à proteção integral da criança. Reiteramos nosso compromisso com a integridade física e emocional de todos os profissionais da rede municipal de ensino.”

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