A Prefeitura de São Vicente esclareceu em live nas redes sociais nesta quarta-feira (13) a situação da saúde de animais de estimação na cidade, além de falar sobre as políticas públicas voltadas aos pets. As secretárias de Meio Ambiente e Defesa Animal, Flávia Ramacciotti, e da Saúde, Michelle Santos, reforçaram a importância da adoção responsável e falaram sobre o estado e a função do Departamento de Controle de Zoonoses no município.





A respeito de rumores sobre o Samu Animal e A Ubasa (Unidade Básica de Saúde Animal), as secretárias afirmam que o Samu Animal foi descontinuado por conta do estado em que foi encontrado.





"Ele foi criado totalmente fora das condições técnicas de atendimento veterinário. O município não tem um hospital veterinário de urgência e emergência, não adianta resgatar e não conseguir dar o atendimento que ele [o animal] merece", afirma Michelle Santos.





Ela relata ainda que foi utilizada uma ambulância voltada para humanos e não houve verba específica para aquisição deste veículo. "O Samu Animal foi criado fora das normas técnicas da Medicina Veterinária, e os animais eram soltos nas ruas".





As castrações, segundo Flávia, continuam. No entanto, por conta das condições físicas do local, a Prefeitura está buscando licença para os novos eventos que pretende fazer, e por conta da pandemia não conseguiu que o Castramóvel circulasse pela cidade. Segundo ela, o município realiza 450 castrações por mês.





Em relação à Ubasa, a secretária do Meio Ambiente e Defesa Animal Flávia Ramacciotti disse que o órgão é um equipamento voltado para atendimentos clínicos de cães e gatos com tutores de baixa renda. Segundo Flávia, o atendimento é de baixa complexidade pois a estrutura física da Ubasa não permite atendimentos mais complexos, por questões orçamentárias.





Sobre o papel das Zoonoses, a secretária de Saúde explica que elas "estão vinculadas à Secretaria de Saúde, e tem como atribuição cuidar da saúde humana - ou seja, a gente cuida do animal que pode ser transmissor de agentes que passam doenças ao ser humano. Vacinação, castração, atendimentos de animais com suspeita de doenças. Não é atribuição das Zoonoses o recolhimento de animais de rua", afirmou a secretária da Saúde, Michelle Santos.





Ademais, ela afirma que, na mudança de gestão, o órgão foi encontrado com diversos problemas, com funcionários desmotivados, animais em péssimas condições de saúde e com o espaço em ruína. Por isso, de acordo com a secretária, a Zoonose será alocada em outro espaço, e o atual será demolido para a construção de um novo, seguindo um projeto arquitetônico. A estimativa de finalização da obra, segundo Michelle, é de 180 dias.





Um dos pilares citados pela secretária Michelle Santos foi a intensificação da campanha contra o abandono e maus tratos a animais de estimação (cuja lei em vigor desde 2020 aumentou a pena para abandono e maus tratos no município para cinco anos), com fiscalização e a presença de um médico veterinário para constatação do crime. Caso encontrado em condição que se encaixe em abuso animal, ele será recolhido pela Guarda Ambiental.





Outro deles é a adoção responsável de animais de estimação, incentivada pela Prefeitura em campanhas realizadas ao longo do ano e feita também em parceria com a ONG Via Bicho. "É um dos pilares que trabalharemos no município, em conjunto com outras secretarias. A gente vai desenvolvendo alterações de leis e propostas que vão de encontro ao bem-estar animal e avaliando essa questão da adoção consciente", afirma a secretária Flávia Ramacciotti.