Era mais que sabido, claro, público e notório que a Caoa Chery iria anunciar a eletrificação de sua gama. O fechamento da fábrica de Jacareí (inaugurada quando a marca era chamada somente de Chery) foi apenas uma das medidas visando esta mudança histórica. Há quem diga que a planta do interior paulista será reaberta sob o novo conceito. Com relação a isso, iremos aguardar.






A notícia aqui é a eletrificação da gama da Caoa Chery. E há, por assim dizer, um certo atrevimento de nossa parte em repercutirmos tal fato, uma vez que não nos foi dada oportunidade de acompanhar in loco um momento tão importante para a marca. Só que não se briga com a notícia, sobretudo quando há um público que merece o acesso a ela.






Então, vamos à notícia: a tecnologia híbrida 48V chegou ao portfólio da Caoa Chery, que se torna a primeira marca a produzir no Brasil veículos com essa tecnologia. Serão disponibilizados Tiggo 5x PRO Hybrid e Tiggo 7 PRO Hybrid, além do sedan Arrizo 6 PRO Hybrid importado.






São modelos que chegam com motores elétricos acompanhados do 1.5 Turbo Flex. Produzidos na planta de Anápolis (GO), os SUVs Tiggo 5x PRO Hybrid e Tiggo 7 PRO Hybrid chegam ao mercado na segunda quinzena de julho. O sedan Arrizo 6 PRO Hybrid será comercializado a partir de agosto em versão única importada.






Anter de todos eles deve pingar por aqui o iCar. O totalmente elétrico vem importado da China, onde é comercializado há cinco anos e está na quarta geração. No Brasil, o modelo será comercializado em versão única por R$139.990,00.





O iCar tem sua carroceria essencialmente composta por alumínio de aviação com polímeros de alta resistência. Na prática, isso significa que o iCar possui compostos leves e que suportam grandes variações de temperatura e alta resistência à impactos. A redução de peso é de 20% a 30% em relação às carrocerias tradicionais em aço.






Para chegar ao mercado brasileiro, o iCar recebeu adaptações exclusivas na suspensão, além de adaptações no motor. O modelo possui motor com potência máxima de 45 kW (61 cv) e torque máximo de 15,3 kgfm. A autonomia é de 282 km. A bateria pode ser carregada completamente em 36 minutos em estações de carga rápida (eletropostos).
Virá também um Tiggo 8 híbrido, mas não temos maiores detalhes.






O fato é que a Caoa Chery entendeu haver um movimento de eletrificação no mercado nacional e vai querer fazer parte desse contexto. E por ser uma marca que entende bastante sobre o país onde está instalada, viu que de nada adiantaria jogar uma gama totalmente elétrica quando ainda não há, no Brasil, a estrutura adequada para que modelos com esta configuração circulem sem aumentar o número de fios de cabelos brancos de seus proprietários. E olha que o que temos hoje é muito mais do que havia há uns cinco anos. Em outras palavras: de nada adianta uma gama elétrica sem estações de recarga em número suficiente. Então, vamos primeiro de híbridos. Ponto a favor da Caoa Chery.






A gama está definida, as datas de chegada de cada modelo acertadas, agora há uma série (grande) de dúvidas que poderiam ser respondidas, mas para isso precisaria estar no evento um repórter que levasse tais questionamentos. Como ao profissional não foi dada a oportunidade de lá estar, lançamos as perguntas neste espaço. Caso algum representante da Caoa Chery se interesse em ler e responder, publicaremos.









  • Há planos para a eletrificação de todo o portfolio e a retirada gradativa dos modelos a combustão?
  • Os modelos híbridos são plug-in ou não?
  • A Caoa Chery planeja um número maior de modelos totalmente elétricos a partir do momento em que o Brasil viver uma outra realidade em termos de estrutura para esta configuração?
  • A marca irá investir em eletropostos em suas lojas no Brasil?

  • Gostaríamos de perguntar, mas, para isso, precisávamos estar.

  • Aceleremos!!