Está no Auto Aventura e, se está no Auto Aventura, é verdade: o Renault Sandero R.S. está saindo de linha. Tá...é mais que óbvio que tal notícia provoca um impacto infinitamente inferior à do fim da produção do Fiat Uno ou do Volkswagen Gol (huuuum, será??), mas fim de produção, saída de linha ou qualquer coisa parecida sempre será notícia. Por não ser surpresa, mas tem valor.





No caso do Sandero R.S. há suas particularidades. A primeira e mais generalizada está no fato de tratar-se de um carro de nicho, quer dizer, voltado a um público bastante específico e peculiar. E isso vem desde seu lançamento, lá no segundo semestre de 2015. E é para lá que vamos rapidamente.





Estivemos no lançamento do Sandero R.S.. Na ocasião, a Renault mostrou interesse em estar presente em todos os segmentos. Medida válida. E, ao invés de criar um carro para a área mais esportiva, você adapta um produto já existente. Mexe na suspensão, nas rodas, aumenta a potência do motor, coloca uns acessórios externos e aí é mexer lá dentro: bancos, acabamento etc.





Vou te falar que o Sandero R.S. é um carro bastante interessante.  Tem um motor 2.0 aspirado, que entrega 150 cv de potência e 20,9 kgfm de torque com etanol, tudo associado a um câmbio manual de 6 velocidades, com relações curtas. Atinge a velocidade máxima de 202 km/h e vai de 0 a 100 km/h em oito segundos. Uma configuração bacana.





“Ah, mas o câmbio é manual”, dirão alguns. De boa? O barato de um carro com pegada esportiva é trocar as marchas. A comodidade do CVT e do automático você encontra em trocentos outros modelos.





Gostei dos pedais metálicos e da aceleração do bichinho. Mandou bem no teste. Andamos em uma rodovia cheia de curvas fechadas em uma área próxima a São Paulo e, depois, seguimos para Mogi-Guaçu. E na estrada você sempre encontra os semideuses que têm a certeza de ser melhores por terem um carro. São os seres que não veem nada em um “Sanderozinho”. Viram o “Sanderozinho” os deixando para trás. E isso sem exceder os limites da rodovia.





É um carro beberrão. Isso deve ser registrado e não falamos aqui como demérito, mas externando uma característica do Sandero R.S.





Ah, depois testamos na pista do Autódromo Vello Cittá. Demais!





A Renault poderia ter explorado melhor seu esportivo. Umas propagandas a mais, uma divulgação maior, enfim. O fez no lançamento, mas em um momento longe do ideal para quem quer vender em volume: quando a Fórmula 1 desembarcou no Brasil, em novembro de 2015, a Renault, que patrocinava as transmissões de TV da categoria, trabalhou em cima do Sandero R.S. por entender que ele teria mais a ver com corridas. Tinha acabado de lançar a Duster Oroch e ninguém mais tinha picape média no Brasil. Era a hora de arrebentar. A Fiat trouxe a Toro em abril de 2016 e arrebentou...





Aceleremos!!