“Melancólicas canções de Ribeiro Couto” faz parte das atividades de 15 anos do Leia Santos










Atividade criada especialmente para as comemorações dos 15 anos do Projeto Leia Santos, Notas do Porto reúne neste domingo, 31, às 15 horas, no espaço Tarrafa Literária, no Paço Municipal de Santos, uma miniaula sobre representações literárias de epidemias na cidade e um recital com canções compostas a partir de poemas de Rui Ribeiro Couto. A criação é do titular dessa Estante, Alessandro Atanes, jornalista, mestre em História Social e compositor, autor de Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos.











Na primeira parte, Santos e epidemias: representações literárias, Atanes apresentará textos literários que oferecem um espaço de reflexão sobre a cidade de Santos em meio às epidemias do final do século XIX e na atual pandemia do coronavírus. Entre os textos apresentados, estão o conto O Horla (1887), de Guy de Maupassant, que mostra o “porto da província de São Paulo” como origem de uma assombração que toma Paris, além de textos de jornais, relatos de viajantes e canções que registram a febre no porto de Santos. Ao final, uma homenagem ao escritor Marcus Vinicius Batista, autor de Histórias de uma gripezinha, com a leitura de alguns dos textos do livro.





Em seguida, Atanes apresenta o recital Melancólicas canções de Ribeiro Couto e outros versos, com poemas musicados do autor, como Cais do Paquetá e Madrigal Indeciso, entre outros, seguidos por mais temas dedicados a poemas de Narciso de Andrade, Alberto Martins e Sophia de Mello Breyner Andresen. A direção cênica é de Jeanice Ferreira.





O autor





Jornalista e mestre em História Social, Alessandro Atanes estuda as relações entre ficção e sociedade. É autor do livro "Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos". Sua obra tem sido utilizada como referência em publicações do IBGE e da Editora da USP. Também compõe e toca guitarra.  Faz parte do Projeto Tabatinga de tradução de poesia peruana e da dupla Duonísios, com a diretora e bailarina Jeanice Ferreira.