Após o extremo sucesso da minissérie da HBO, “Chernobyl“, a Rússia alegou que a mesma não contava a “verdade” sobre o ocorrido e iria realizar a sua versão da história do maior acidente industrial já ocorrido na humanidade. “Chernobyl: O Filme” consegue ser qualquer coisa que você imaginar, menos uma produção preocupada em mostrar a origem de um acidente bastante polemizado e com vários pontos de vista diferentes.









Imagem: Paris Filmes (Divulgação)





O roteiro de Elena Ivanova e Aleksey Kazakov optar por narrar o acontecimento na perspectiva do bombeiro Alexey Karpushin (Danila Kozlovskiy, que também assina a direção), que foi surpreendido pelo acontecimento enquanto vivia uma enorme crise em seu relacionamento com a enfermeira Olga Savostina (Oksana Akinshina).





Com duas horas de duração, o roteiro gasta metade desta metragem apenas para apresentar ao espectador o casal protagonista e sua rotina. Enquanto a minissérie da HBO se preocupa em contar o acidente desde seu primórdio, este filme se preocupa em mostrar uma verdadeira “novela mexicana” na vida de um bombeiro e uma enfermeira, envoltos ao acidente de Chernobyl. Mesmo assim, funciona? Não! Em momento algum nos interessamos pela dupla ou até mesmo desenvolvemos compaixão por eles, assim como os personagens que os rodam.





É cada vez mais triste ver que na hora da explicação dos ocorridos, a diretora de elenco tenha selecionado atores quase IGUAIS aos que estrelam a produção estadunidense. Enquanto temos uma explicação de dez minutos sobre Alexey ter dado mancada com Olga, a explanação sobre o ocorrido de Chernobyl dura menos de dois minutos (e é realizada de forma porca). Realmente, à medida que a metragem avança para seu desfecho, torcemos que tudo acabe logo, de tamanha péssima qualidade que é toda esta narrativa.





“Chernobyl: O Filme” é sem dúvidas um dos piores filmes do cinema russo, neste ano de 2021! Realmente eles ainda precisam trabalhar muito, para contar direito essa história do maior acidente da humanidade.