Sindaport entra na Justiça para que guardas portuários sejam vacinados contra a Covid-19Divulgação
VACINA - O Sindaport entrou na Justiça, com pedido de liminar, para que os guardas portuários possam ser vacinados contra a Covid-19 juntamente com os demais profissionais de segurança pública. A categoria também promoveu nesta terça-feira um protesto em frente a Autoridade Portuária do Porto de Santos. A manifestação reuniu cerca de 70 guardas portuários e foi realizada para cobrar do Governo do estado uma posição a respeito da imunização dessa classe laboral.

Na segunda-feira (5), policiais militares e guardas municipais começaram a ser vacinados, conforme determinação do Governo do estado. Policiais civis, Corpo de Bombeiros, Guardas Civis Metropolitanas e polícias Federal e Rodoviária Federal que atuam no estado de São Paulo também receberão a vacina contra o coronavírus.

Na semana passada, o Sindaport já havia encaminhado diversos ofícios solicitando que a Guarda Portuária, que atua nos portos de Santos e São Sebastião, também fosse incluída no calendário de vacinação. Os documentos foram enviados para o governador João Doria, para o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, para o secretário estadual de Segurança Pública general José Camilo Pires de Campos, para o prefeito de Santos Rogério Santos, para o secretário municipal de Assuntos Portuários Julio Eduardo dos Santos e para o secretário municipal de Segurança Sergio Del Bel Júnior. O Sindaport também encaminhou ofício para o diretor de Operações da Autoridade Portuária, Marcelo Ribeiro de Souza.
O Porto de Santos tem aproximadamente 300 guardas portuários e o Porto de São Sebastião 30 profissionais da categoria, segundo o sindicato.

Pedido de liminar
No documento encaminhado à Justiça, o Sindaport ressalta que, segundo o governo paulista, a meta é vacinar 180 mil agentes de segurança. Qualquer policial da ativa ou profissional de segurança pública não aposentado deve apresentar comprovante de vínculo empregatício no local de vacinação. Em São Paulo, são 76 pontos em todo o Estado, e 21 somente na capital.

“Não sabemos o motivo, apesar dos ofícios enviados, da Guarda Portuária não ter sido incluída nessa vacinação. A categoria atua na linha de frente na exposição de cepas importadas, que entram e saem do país mediante a população marítima e portuária”, ressalta o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

A Guarda Portuária (GPort) é um órgão governamental de guarda civil federal que atua ostensivamente, integrante operacional de competências do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e é subordinada ao Ministério da Infraestrutura, cuja principal função é garantir a segurança com cidadania nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis em áreas de interesse da União sob a jurisdição da Autoridade Portuária: Dentro do universo portuário existe a ocorrência de várias operações, como as cargas: a granéis, líquidas, vivas, conteinerizadas, mercadorias, especiarias entre outras.

O controle de acesso de pessoas e veículos é de suma importância para a proteção de qualquer complexo portuário. Toda a complexidade de ocorrências quem fiscaliza é a Guarda Portuária, ela que é responsável pela Segurança de toda área sob a responsabilidade da Autoridade Portuária.