Centenas protestam em frente às unidades do Carrefour em Santos e SVREPRODUÇÃO
PROTESTO - Centenas de pessoas tomaram hoje as ruas da Baixada para protestar contra a rede francesa de supermercados Carrefour. Os protestos aconteceram em frente à unidade da Avenida Conselheiro Nébias, no Boqueirão, em Santos, e no hipermercado da Avenida Prefeito José Monteiro, em São Vicente.

A revolta é pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Ele foi morto a socos e chutes por seguranças de uma unidade da rede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após se desentender com funcionários e ser levado para o estacionamento do supermercado por seguranças terceirizados - um policial militar incluído - que atuavam na loja.

Além de cartazes acusando a rede de racismo, os manifestantes gritaram palavras de ordem como 'Vidas Negras Importam" e "Não ao Racismo". Não foram registrados episódios de destruição como aconteceu em outra loja da rede na Capital paulista.

Histórico
Antes do espancamento e morte na loja de Porto Alegre, o Carrefour havia anunciado para esta sexta-feira o lançamento de um manifesto pela diversidade. O material aborda a inclusão de pessoas de diferentes raças, identidades de gênero, orientações sexuais e crenças. Em agosto deste ano, a reação à morte de um representante de vendas em uma loja da rede de supermercados em Recife (PE) provocou críticas.

O supermercado continuou a funcionar e o corpo do homem foi encoberto com guarda-sóis, tapumes e fardos de cerveja. Na ocasião, o Carrefour disse que foi um ero não fechar a loja imediatamente. O episódio foi o segundo a ter forte repercussão em redes sociais envolvendo a rede varejista.

Em 2018, a morte da cadela Manchinha, vítima de agressão em uma loja do Carrefour em Osasco (Grande São Paulo), gerou protestos em frente à loja e uma investigação policial.

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