TJ-SP nega pedido e acusados por morte de jovem espancado em balada vão a júri popularReprodução/Facebook

SANTOS - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido da defesa dos seguranças e do dono da casa noturna na qual o jovem Lucas Martins de Paula, de 21 anos, morreu após ser espancado, em julho de 2018.

O julgamento do recurso foi feito em sessão telepresencial pela 8ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, nesta quinta-feira (22). Com essa decisão, a Justiça agorá deverá marcar a data do julgamento do crime. O caso será julgado por júri popular.

Os quatro indiciados podem pegar até 30 anos de prisão caso sejam condenados pela morte de Lucas.

Entenda o caso
O jovem Lucas Martins de Paula, de 21 anos, morreu no dia 29 de julho de 2018 após ficar 22 dias internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Santos. A agressão ocorreu na madrugada do dia 7 de julho do mesmo ano.

A confusão começou depois que o jovem questionou a consumação de uma garrafa de cerveja long neck, que custava R$ 15,00. A divergência originou uma discussão e, como a casa estava lotada, Lucas foi levado para fora do estabelecimento, carregado por seguranças pelo pescoço. Na rua, o rapaz foi espancado. Dois amigos do universitário também foram agredidos.

O empresário Victor Alves Karan, que era dono da casa noturna Baccará Backstage, onde morreu o jovem Lucas Martins de Paula, foi detido em julho do ano passado. O empresário, de 33 anos, foi detido em um condomínio no Distrito do Rio Pequeno, na capital paulista, e levado para o 75º DP da Cidade, que fica no Parque Ipê, na Zona Oeste. Os policiais militares chegaram até ele após uma denúncia anônima.

O único acusado pelo crime que ainda está foragido da polícia é o chefe de segurança da casa noturna, Anderson Luiz Pereira Brito.

Os outros dois acusados são os seguranças Thiago Ozarias e Sammy Barreto Callender, que estão presos desde agosto do ano passado.

noticia20201023179767.jpgFoto: Reprodução