Com um a mais na Vila, Santos fica no 0 a 0 com Olimpia em volta da LibertadoresIvan Storti/Divulgação Santos FC

LIBERTADORES - Com um jogador a mais durante metade do segundo tempo, o Santos não passou do 0 a 0 com o Olimpia (Paraguai), na Vila Belmiro, na noite desta terça-feira (15), no retorno da Copa Libertadores. O time da casa tropeçou pela primeira vez no Grupo G, em noite de muitos erros e inoperância diante da boa marcação do rival paraguaio.

Apesar do tropeço, o Peixe segue na liderança da chave, agora com sete pontos. A segunda posição é justamente do Olimpia, com cinco. Delfín (Equador) e Defensa y Justicia (Argentina) vão se enfrentar nesta quinta (17). O primeiro tem um ponto e figura no terceiro posto do grupo, enquanto o segundo ainda não pontuou.

Nesta terça, o técnico Cuca teve o retorno de Raniel, liberado após testar negativo para Covid-19 e cumprir quarentena. Mas o atacante mostrou falta de ritmo e não empolgou, assim como a maior parte dos jogadores santistas. O desempenho geral da equipe destoou dos últimos jogos do Brasileirão, com limitações no meio-campo e ataque.

Pela Libertadores, o Santos volta a campo na quinta-feira (24) da próxima semana, dia 24, para enfrentar o Delfín, no Equador. O Olímpia jogará no dia anterior (23), contra o Defensa y Justicia, fora de casa.

O jogo
Com o retorno de Raniel, o Alvinegro Praiano foi a campo com força máxima nesta terça. Mas a volta da equipe à Libertadores não foi exatamente como a torcida esperava no primeiro tempo. Sem criatividade, o time santista fez um duelo truncado, concentrado no meio-campo e de raras emoções.

Maior esperança do Santos, Marinho era muito bem marcado pelos paraguaios. Precisava voltar quase na defesa para armar as jogadas, sem sucesso. Também não ajudava os donos da casa a postura do árbitro uruguaio Leodán González, que marcava poucas faltas e deixava a bola rolar, apesar de lances mais ríspidos dos visitantes. O jogo perdia em termos técnicos quanto disciplinares.

Desta forma, o Olímpia conseguia impor até com certa tranquilidade sua estratégia de jogar na retranca, à espera do contra-ataque. O time paraguaio talvez só não tenha sido bem-sucedido na etapa inicial porque o veterano Roque Santa Cruz, única opção mais avançada da equipe, foi substituído logo aos 17 minutos, sem maiores explicações.

Mesmo sem a principal estrela da equipe, o Olímpia criou duas boas chances de gol e o goleiro João Paulo precisou fazer boas intervenções para evitar o gol paraguaio. Do outro lado, o Santos só criou, de fato, uma grande oportunidade. Foi aos 37, quando uma rápida triangulação pela esquerda deixou Soteldo livre dentro da área. Ele bateu rasteiro, acertando o pé da trave esquerda do goleiro Azcona.

Depois do primeiro tempo morno, o Peixe tentou acelerar o jogo no início da segunda etapa. Foi para cima, buscou mais o ataque, mas seguia com a dificuldade de superar a bem armada defesa paraguaia. O time da casa não encontrava espaços e praticamente só ameaçava na bola parada, principalmente nos escanteios.

Nem mesmo a expulsão do volante Rojas aos 22 minutos abriu espaço no campo adversário. Os anfitriões eram lentos e previsíveis.

Incomodado, Cuca tentou mudanças, ao colocar Lucas Lourenço e Marcos Leonardo, este na vaga do apagado Raniel. Depois, Madson e Jean Mota tampouco conseguiram alterar o panorama do jogo, que terminou sem gols e sem qualquer motivo para empolgação.

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Foto: Ivan Storti/Divulgação Santos FC

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Foto: Ivan Storti/Divulgação Santos FC

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Foto: Ivan Storti/Divulgação Santos FC