Integrante do PCC é morto durante confronto em operação do MPDivulgação/PGN9 - O Regional

OPERAÇÃO SHARKS - Um dos alvos da operação Sharks, do Ministério Público do Estado de São Paulo , para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi baleado e morto durante troca de tiros com policiais, em Praia Grande, na manhã desta segunda-feira (11).

De acordo com informações do MP, o alvo tinha o controle e as contabilidades de todos os setores da organização criminosa e foi surpreendido em um apartamento na Avenida Ophelia Caccerari Reis, no bairro da Aviação.

Conforme o Ministério Público, o criminoso teria reagido à ação, que tinha como objetivo cumprir um mandado de prisão contra ele. Após o confronto, o homem foi socorrido pelos policiais, mas não resistiu aos ferimentos.

Foram apreendidos no imóvel do acusado explosivos, além de documentos da contabilidade da facção. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar também foi acionado para desativar os explosivos.

Durante as buscas, os policiais ainda apreenderam mais de R$ 100 mil em espécie, diversos veículos de luxo e porções de drogas. Também foram localizadas uma pistola calibre 9mm e munições. 

Sobre a operação

A ofensiva mira tanto em lideranças que estão presas quanto outras que estão soltas - algumas que inclusive se mudaram para o exterior, comandando atividades logísticas da facção a partir de outros Países.

Agentes cumprem 12 mandados de prisão e realizam 40 buscas em endereços da capital, da região metropolitana, da Baixada Santista e de cidades do interior.

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Foto: Divulgação/Gaeco

A operação conta com o apoio da Polícia Militar e do 1º Batalhão de Polícia Militar de Choque (ROTA). Participam da ação promotores de justiça, agentes do Ministério Público e mais de 250 policiais militares e 65 viaturas.

Segundo o MP-SP, as investigações tiveram início no primeiro semestre de 2019, a partir do cruzamento de dados, mirando em integrantes dos principais escalões do PCC.

Os promotores apontam que a cúpula da facção comanda um sistema que movimenta mais de R$ 100 milhões anualmente - montante proveniente do tráfico de drogas e da arrecadação de valores de seus integrantes -, com rigoroso controle em planilhas. Para ocultar os valores, os faccionados compravam veículos e usavam imóveis com fundos falsos ("casas-cofre") para ocultar dinheiro vivo antes de realizar transferências, muitas vezes por doleiros. 

"As investigações revelaram a cadeia logística do tráfico de drogas da facção, bem como a sucessão entre suas principais lideranças a frente da fonte de maior renda da organização criminosa, indicando, ao final, a participação de 21 pessoas, algumas presas durante as investigações", informou o MP-SP em nota.

De acordo com os promotores, as lideranças que são alvo da operação tem em comum "elevado poder decisório" na fação, a proximidade com a cúpula presa e ainda a "ostentação de vidas de luxo, com múltiplos imóveis, carros de luxo, isso quando não residem fora do país e com seus gastos pagos pela própria facção".


noticia20209145048358.jpgFoto: Divulgação/PGN9 - O Regional