Após dois anos, família de jovem espancado até a morte em saída de balada aguarda julgamentoReprodução/Facebook

SANTOS - Após dois anos da morte de Lucas Martins de Paula, de 21 anos, a família do jovem ainda aguarda pelo julgamento dos quatro acusados pelo crime na casa noturna Baccará, em Santos. Um deles, o chefe de segurança do local, Anderson Luiz Pereira Brito, ainda segue foragido da Justiça.

O caso deve ir a julgamento assim que o juiz responsável marcar a data do júri. “Estamos esperando o juiz marcar o plenário do júri. O caso vai ser analisado em júri popular. Estamos aguardando uma data para o julgamento por parte da Justiça”, disse o assistente da acusação, o advogado Armando de Mattos Jr.

O pai de Lucas, Isaias de Paula, falou ao #Santaportal sobre a espera pelo julgamento do caso da morte de seu filho. “O que mais preocupa a gente é essa demora para marcar o julgamento. A questão da pandemia também nos deixa preocupados, pois a gente sabe que tem muito preso conseguindo benefício de soltura. Lógico que sabemos que quem cometeu o crime de assassinato não tem esse direito, mas a lei deixa muitas brechas. Essa é a maior preocupação da nossa família”, contou.

Isaias destaca que a família também fica preocupada pelo fato de Anderson (foto abaixo) ainda não ter sido capturado. “O Anderson foragido é algo que nos preocupa muito. Como não sabemos onde ele está, com ele solto, ficamos preocupados que um dia nós estejamos na rua e ele venha atrás da gente. Não sabemos o que ele pode fazer solto”, afirmou.

noticia2020813346492.jpg
Reprodução

Apesar disso, o pai do jovem espera que a Justiça seja feita, com a condenação dos quatro acusados pelo crime. “A gente deseja que a Justiça puna quem fez isso com rigor. Não adianta dar uma punição branda e daqui a pouco eles estarem na rua novamente. O meu filho não volta mais, nenhuma pena que seja aplicada vai trazer o meu filho de volta, mas a gente tem que sentir que a Justiça foi dura com todos eles, sem exceção. Todos eles participaram e foram conscientes daquilo que estavam fazendo, poderiam ter evitado esse desfecho. O que esperamos é que a Justiça seja feita”, concluiu Isaias.

Entenda o caso
O jovem Lucas Martins de Paula, de 21 anos, morreu no dia 29 de julho de 2018 após ficar 22 dias internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Santos. A agressão ocorreu na madrugada do dia 7 de julho do mesmo ano.

A confusão começou depois que o jovem questionou a consumação de uma garrafa de cerveja long neck, que custava R$ 15,00. A divergência originou uma discussão e, como a casa estava lotada, Lucas foi levado para fora do estabelecimento, carregado por seguranças pelo pescoço. Na rua, o rapaz foi espancado. Dois amigos do universitário também foram agredidos.

O empresário Victor Alves Karan, que era dono da casa noturna Baccará Backstage, onde morreu o jovem Lucas Martins de Paula, foi detido em julho do ano passado. O empresário, de 33 anos, foi detido em um condomínio no Distrito do Rio Pequeno, na capital paulista, e levado para o 75º DP da Cidade, que fica no Parque Ipê, na Zona Oeste. Os policiais militares chegaram até ele após uma denúncia anônima

O único acusado pelo crime que ainda está foragido da polícia é o chefe de segurança da casa noturna, Anderson Luiz Pereira Brito.

Os outros dois acusados são os seguranças Thiago Ozarias e Sammy Barreto Callender, que estão presos desde agosto do ano passado.

noticia2020813417778.jpg
Reprodução