Desmonte de atividades da Petrobras em Santos provoca protesto de petroleiros no ValongoImprensa do Sindipetro Litoral Paulista
PROTESTO - Uma reunião de cerca de 70 petroleiros protestou hoje pela manhã, por cerca de meia hora, com cartazes e de maneira silenciosa na frente do Edifício Valongo, na Rua Marquês de Herval, em Santos, contra um possível desmonte das atividades da Petrobras na Cidade. Com isso, as atividades do prédio poderiam ser encerradas.

"Nossa preocupação é que Santos deixe de ser o centro do pré-sal e isso saia do estado de São Paulo", afirma Fábio Mello, coordenador coordenador do Departamento de Imprensa do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP).

A Petrobras anunciou que irá mudar o domicílio laboral para o RIo de Janeiro de 937 trabalhadores que estão lotados na Unidade de Negócios da Bacia de Santos, atuando em sete plataformas de exploração e produção de petróleo. "Se isso acontecer, não há porque ter departamentos de saúde ocupacional e Recursos Humanos aqui. O próximo passo, acreditamos, que seja a desativação do prédio".

A empresa, porém, alega que apenas 20% do pessoal mora na região, não haverá impacto para a economia da região e que esses empregados, que seguirão embarcados nas mesmas plataformas, já embarcam há mais de dois anos no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio.

Entre 2018 e 2019, porém, lembra Fábio, a desativação do aeroporto de Itanhaém, transferência de funcionários da área de engenharia de poços e o fechamento do laboratório de geologia do pré-sal endossam os argumentos do protesto de hoje pela manhã.

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