Presidente de Uganda ataca estrangeiros e quer criminalizar sexo oral no país: "A boca é para comer"
Por #Santaportal em 19/04/2018 às 16:54
MUNDO – O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, causou polêmica ao afirmar que pretende proibir a prática do sexo oral no país. Para o líder africano, os estrangeiros “banalizaram a prática sexual”, a qual ele considera “muito errada”.
“Deixem-me lançar um aviso público sobre as práticas erradas de que algumas pessoas participam e que são promovidas por alguns estrangeiros. Uma delas é o que chamam de sexo oral”, disse Museveni.
Segundo o presidente de Uganda, uma campanha com cartazes e anúncios na TV será realizada na tentativa de criminalizar “atos sexuais supostamente condenáveis”.
“A boca é para comer, não para o sexo. Nós sabemos qual é o ‘endereço’ do sexo, sabemos onde é que deve ir”, completou Yoweri Museveni.
No poder desde 1986, Museveni, de 73 anos, já se envolveu em outras polêmicas em razão de assuntos de teor sexual. Em 2014, ele chegou a aprovar uma lei que punia, até mesmo com a prisão perpétua, a prática consensual da homossexualidade. No entanto, depois de uma grande pressão da comunidade internacional, inclusive com uma ameaça do Estados Unidos de impor sanções ao país africano, o Tribunal Constitucional de Uganda anulou a regra em agosto daquele ano. No entanto, ser homossexual ainda é um crime no país.
Ainda em 2014, o presidente de Uganda declarou que o sexo oral poderia causar lombrigas e parasitas – hipótese que não encontra respaldo científico.
Além disso, outros temas polêmicos também passaram pelas mãos do líder africano. Yoweri Museveni derrubou a lei sobre o limite de idade máxima para um mandatário no país e, em 2005, aprovou a lei que retirava um limite para reeleições em Uganda. Desta forma, Museveni pode continuar na presidência por período indefinido.