No Chile, manifestantes bloqueiam ruas em mais um dia de protestos
Por #Santaportal em 12/11/2019 às 11:29
INTERNACIONAL – As manifestações no Chile continuaram na manha de hoje, ruas foram bloqueadas e os transportes públicos foram afetados na capital Santiago em mais um dia de protesto. Servidores públicos, estudantes e outras organizações aderiram a paralização.
Depois de três semanas, foram 20 mortos e milhares de presos durante os tumultos. Os efeitos dos protestos já são sentidos no setor de economia do país.
Por mais que tenha feito trocas no governo, os manifestantes não estão satisfeitos e exigem mudanças estruturais no modelo de economia do Chile.
Inicialmente, o protesto se deu por conta das tarifas do transporte público. Por conseguinte, as exigências passaram a ser por melhores condições dos sistemas de: sáude, educação, pensões, entre outros.
No último domingo, o governo chileno anunciou que irá convocar um pebliscito para elaborar uma nova Constituição. Já ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a convocação de uma votação no prazo de 90 dias para saber se a população concorda ou não com uma nova Constituição.
Desde o governo de Augusto Pinochet – de 1973 a 1990 – a atual Constituição é vigorada no Chile. Sua substituição é uma das demandas dos manifestantes do país.
Protestos hoje
Barricadas foram incendiadas no trajeto que liga a Santiago aos Portos. No centro da capital, a circulação de ônibus era menor e viam-se menos transeuntes. As empresas adequaram seus horários ou decidiram não entrar em circulação por conta das marchas e paralisação convocadas para o dia.
O aeroporto de Santiago informou aos passageiros que as vias estavam normais, assim como o metrô. Já o sistema de trens que ligam Valparaíso e Viña del Mar não estava operando.