Mortes por coronavírus no Brasil supera a 2° onda na Europa
Por #Santaportal em 20/10/2020 às 12:12
MUNDO – Do primeiro dia de outubro até o último dia 17, o Brasil registrou 10,7 mil mortes. Comparando esses números com os dados dos países da União Europeia e do Reino Unido, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) fez um levantamento onde mostra que o Brasil é o terceiro país com o maior número de mortes.
O ranking é liderado pela República Tcheca com uma taxa de 6,53 por 100 mil habitantes, sendo praticamente o dobro do país sul-americano que tem 3,58.
É importante recordar que o elemento central para o tamanho da mortalidade causado pelo coronavírus é a faixa etária. A população brasileira tem a idade mediana de 33,5 enquanto a do bloco europeu é de 42,8.
Mesmo com os números de mortes em queda, o Brasil registra uma média semanal de 488 vítimas da Covid-19. O menor nível desde o começo de maio, mas mesmo assim, só está atrás da Índia (780) e Estados Unidos (700), os maiores do mundo.
A queda dos números não sugere que a pandemia está prestes a acabar, ou que todas as regiões estão registrando o mesmo nível de queda.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou em um recente relatório semanal sobre o coronavírus no Brasil, que estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná tem probabilidade de estarem em tendência de queda.
Já Recife e Rio de Janeiro, são os estados que parecem ter conseguido interromper o aumento de casos. Regiões como Amazonas, Pará, Maranhão, Santa Catarina e Sergipe, mostram o oposto, com bastante probabilidade de uma tendência de alta.
2° onda da pandemia na Europa
Desde o início da pandemia, a Covid-19 matou 151 mil na União Europeia, incluindo o Reino Unido, onde morreram 44 mil. Atualmente, com o avanço acelerado da doença, o anuncio de novas medidas mais restritivas no âmbito europeu, acontecem praticamente todo o dia.
Giuseppe Conte, o primeiro-ministro italiano, anunciou no domingo (18), a mudança nos horários de funcionamento de escolas, bares, restaurantes e academias.
Para Conte, o país não pode mais perder tempo, é necessário implementar medidas para evitar um lockdown que pode comprometer gravemente a economia.
E não é apenas a Itália, a França adotou toque de recolher noturno, a Bélgica decidiu fechar por quatro semanas todos os restaurantes e bares, a Suíça tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados e a Alemanha pediu aos cidadãos saírem de casa em caso de urgência.
Algo que chama a atenção dos especialistas é que a alta dos casos não está sendo acompanhada por um aumento proporcional das mortes e entradas de pacientes em hospitais. O que gera a grande questão: A segunda onda da Covid-19 está matando menos?