Macron critica nacionalismo em celebração pelos 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial
Por ANSA em 11/11/2018 às 12:42
MUNDO – Diante de 72 chefes de Estado e de Governo, o presidente francês, Emmanuel Macron, conduziu neste domingo (11) uma cerimônia no Arco do Triunfo, em Paris, em celebração aos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em um discurso de 15 minutos, Macron destacou que “o patriotismo é exatamente o contrário do nacionalismo e do egoísmo”, referindo-se a movimentos políticos que têm crescido nos últimos anos em várias partes do mundo.
“Em 11 de novembro, exatamente há 100 anos, foi anunciado um armistício em Paris. Era o fim de quatro longos anos terríveis. Durante quatro anos, a Europa correu o risco de se suicidar”, disse Macron. “A lição da Grande Guerra não pode ser a de rancor de um povo contra outro”, completou o francês, visivelmente emocionado e fazendo o discurso embaixo de chuva.
Emmanuel Macron também aproveitou para pedir uma maior cooperação internacional, com o fim da “violência e do predomínio”. “Somemos nossas esperanças no lugar de colocarmos nosso medo uns aos outros”, afirmou.
Na cerimônia, estiveram a chanceler alemã, Angela Merkel; o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; o presidente norte-americano, Donald Trump; o russo Vladimir Putin; o italiano Sergio Mattarella, entre outros.
O ato contou com execuções de canções como “Blewu”, interpretada por Benín Angelique Kidjo, e de apresentações de estudantes franceses que leram cartas enviadas por soldados franceses, alemães, britânicos e norte-americanos atualmente em campos de batalha. Todos os sinos e campainhas de lugares ícones de Paris, assim como de locais símbolos da 1ª Guerra Mundial, tocaram às 11h locais, mesmo horário que, há 100 anos, foi anunciado o fim do confronto.
Putin e Trump foram os últimos líderes a chegaram ao Arco do Trunfo para a festa. Três ativistas do grupo Femen conseguiram burlar o esquema de segurança e protestaram com os seios nus e cartazes acusando os presentes de serem falsos “pacificadores”.